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Comemoração dos fiéis defuntos - 2 de Novembro

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 - A vida nova, recebida no Baptismo, não está sujeita à corrupção e ao poder da morte. Para quem vive em Cristo a morte é a passagem da peregrinação terrena para a pátria do Céu, onde o Pai acolhe todos os seus filhos, "de toda a nação, raça, povo e língua", como lemos hoje no Livro do Apocalipse (7, 9). A "comunhão dos santos", que professamos no Credo, é uma realidade que se constrói aqui, mas que se manifestará plenamente quando nós contemplarmos Deus "assim como ele é" (1 Jo 3, 2). É a realidade de uma família ligada por profundos laços de solidariedade espiritual, que une os fiéis defuntos a quantos peregrinam no mundo.

Em tal dimensão de fé compreende-se também a prática de oferecer orações de sufrágio pelos defuntos, de modo especial o Sacrifício eucarístico, memorial da Páscoa de Cristo, que abriu aos crentes a passagem para a vida eterna (Bento XVI, Angelus, 1 de Nov., 2005). 

- "Vida eterna", para nós cristãos, não indica contudo somente uma vida que dura para sempre, mas sim uma nova qualidade de existência, plenamente imersa no amor de Deus, que liberta do mal e da morte e nos põe em comunhão infinita com todos os irmãos e irmãs que participam do mesmo Amor. Portanto, a eternidade pode estar já presente no centro da vida terrena e temporal, quando a alma, mediante a graça, está unida a Deus, seu derradeiro fundamento. Tudo passa, só Deus não muda. (…) Todos os cristãos, chamados à santidade, são homens e mulheres que vivem solidamente alicerçados naquela "Rocha"; têm os pés na terra, mas o coração já no Céu, morada definitiva dos amigos de Deus.

Amados irmãos e irmãs, meditemos sobre estas realidades com a alma voltada para o nosso destino último e definitivo, que dá sentido às situações quotidianas. Reavivemos o jubiloso sentimento da comunhão dos santos e deixemo-nos atrair por eles, rumo à meta da nossa existência: o encontro face a face com Deus. Oremos para que esta seja a herança de todos os fiéis defuntos, não somente dos nossos queridos, mas também de todas as almas, especialmente das mais esquecidas e necessitadas da misericórdia divina  (Bento XVI, Angelus, 1 de Nov., 2006). 

- Na realidade, a Igreja convida-nos todos os dias a rezar por eles, oferecendo também os sofrimentos e as fadigas quotidianas para que, completamente purificados, eles sejam admitidos a gozar eternamente da luz e da paz do Senhor (Bento XVI, Angelus, 1 de Nov., 2007). 

- Gostaria de convidar a viver esta data (Comemoração de todos os fiéis defuntos) segundo o autêntico espírito cristão, isto é, na luz que provém do Mistério pascal. Cristo morreu e ressuscitou e abriu-nos a passagem para a casa do Pai, o Reino da vida e da paz. Quem segue Jesus nesta vida é recebido onde Ele nos precedeu. Portanto, enquanto visitamos os cemitérios, recordemo-nos que ali, nos túmulos, repousam só os despojos dos nossos entes queridos na expectativa da ressurreição final. As suas almas – como diz a Escritura – já "estão nas mãos de Deus" (Sb 3, 1). Portanto, o modo mais justo e eficaz de os honrar é rezar por eles, oferecendo actos de fé, de esperança e de caridade. Em união ao Sacrifício eucarístico, podemos interceder pela sua salvação eterna e experimentar a mais profunda comunhão, na esperança de nos encontrarmos juntos, a regozijar para sempre no Amor que nos criou e redimiu (Bento XVI, Angelus, 1 de Nov., 2009). 

- A liturgia do dia 2 de Novembro e o exercício piedoso de visitar os cemitérios recordam-nos que a morte cristã faz parte do caminho de assimilação a Deus e desaparecerá quando Deus for tudo em todos. A separação dos afectos terrenos certamente é dolorosa, mas não devemos temê-la, porque ela, acompanhada pela oração de sufrágio da Igreja, não pode romper o vínculo profundo que nos une em Cristo (Bento XVI, Angelus, 1 de Nov., 2010).

 - A Comemoração dos fiéis defuntos, à qual é dedicado o dia de amanhã, 2 de Novembro, ajuda-nos a recordar os nossos entes queridos que nos deixaram, e todas as almas a caminho rumo à plenitude da vida, precisamente no horizonte da Igreja celeste, para a qual a Solenidade hodierna nos elevou. Desde os primeiros tempos da fé cristã, a Igreja terrena, reconhecendo a comunhão de todo o Corpo místico de Jesus Cristo, cultivou com grande piedade a memória dos mortos e ofereceu sufrágios por eles. Portanto, a nossa oração pelos defuntos é não só útil mas também necessária, enquanto ela não só os pode ajudar, mas ao mesmo tempo torna eficaz a sua intercessão em nosso benefício (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 958). Também a visita aos cemitérios, enquanto conserva os vínculos de afecto com quantos nos amaram nesta vida, recordamos que todos tendemos para uma outra vida, para além da morte. Por isso o pranto, devido à separação terrena, não prevaleça sobre a certeza da ressurreição, sobre a esperança de alcançar a bem-aventurança da eternidade, «instante repleto de satisfação, onde a totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade» (Spe salvi, 12). Com efeito, o objecto da nossa esperança é o júbilo na presença de Deus na eternidade. Jesus prometeu-o aos seus discípulos, dizendo: «Hei-de ver-vos novamente, e o vosso coração alegrar-se-á, e ninguém vos privará da vossa alegria» (Jo 16, 22) (Bento XVI, Angelus, 1 de Nov., 2011).

 - Só a fé na vida eterna nos faz amar deveras a história e o presente, mas sem se prender, na liberdade do peregrino, que ama a terra porque tem o coração no Céu (Bento XVI, Angelus, 1 de Nov., 2012).

 - O salmo 90 recita: «Ensinai-nos a contar assim os nossos dias, para que guiemos o coração na sabedoria» (v. 12). Contar os próprios dias faz com que o coração se torne sábio! Palavras que nos reconduzem a um realismo sadio, afastando o delírio da omnipotência. O que somos? Somos «quase nada», diz outro salmo (cf. 88, 48); os nossos dias passam velozes: mesmo se vivêssemos cem anos, no final teremos a impressão de que tudo foi um sopro. Muitas vezes ouvi idosos dizerem: “Para mim a vida passou como um sopro...”.

Assim a morte põe a nossa vida a nu. Faz-nos descobrir que as nossas acções de orgulho, ira e ódio eram vaidade: pura vaidade. Apercebemo-nos, desapontados, que não amámos o suficiente e que não procurámos o que era essencial. E, ao contrário, vemos o que de verdadeiramente bom semeámos: os afectos pelos quais nos sacrificámos, e que agora nos levam pela mão (Papa Francisco, Audiência Geral, 18 de Outubro de 2017).

 

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