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São João Paulo II e Fátima

São João Paulo II e Fátima

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O Papa e Fátima: a acção 

5 de Setembro de 1966 | enquanto arcebispo de Cracóvia, o futuro Papa João Paulo II dirige uma carta ao bispo de Leiria, D. João Pereira Venâncio, a fim de se associar às comemorações do Cinquentenário das Aparições.

 

25 de Janeiro de 1979 | já eleito papa, envia um telegrama ao presidente da República, referindo-se a «Maria Santíssima, tão cultuada especialmente em Fátima».

 

28 de Abril de 1979 | numa mensagem dirigida aos peregrinos de Fátima, apelida-se de «peregrino com os peregrinos de Fátima»

 

13 de Maio de 1981 | na Praça de São Pedro, no 64.º aniversário da primeira aparição mariana de Fátima, o Papa João Paulo II sofre um atentado à bala. Mais tarde, João Paulo II reconhece que «uma mão materna» o livrara da morte. Na sequência do atentado, o pontífice pede que lhe levem ao hospital a última parte do segredo de Fátima, publicado 19 anos depois.

 

7 de Junho de 1981 | Na basílica de Santa Maria Maior, no dia de Pentecostes e na comemoração dos 1600 anos do primeiro Concílio Constantinopolitano e dos 1550 anos do Concílio de Éfeso, é celebrado o “Acto de Entrega” do mundo ao Imaculado Coração de Maria, através de oração composta pelo próprio João Paulo II que, forçadamente ausente, se associa através de radiomensagem.

 

7 de Março de 1982 | anuncia oficialmente a sua peregrinação ao Santuário de Fátima em Maio seguinte

 

12 e 13 de Maio de 1982 | peregrinação de João Paulo II a Fátima, recordando a umbilical ligação da sua vida à cooperação de Maria. Nesta peregrinação, João Paulo II reza a oração do Anjo.

 

16 e 19 de Maio de 1982 | na audiência geral no Vaticano, João Paulo II fala sobre Fátima. 

 

8 de Dezembro de 1983 | João Paulo II escreve aos bispos de todo o mundo pedindo que, em união com o pontífice romano, no dia 25 de Março seguinte (ou na véspera desse dia) procedessem à consagração do mundo ao Coração de Maria.

 

13 de Maio de 1984 | decreto da Congregação dos Bispos que, pela bula “Qua pietate”, confere o título de Leiria-Fátima à diocese de Leiria.

 

25 de Março de 1984 | a pedido de João Paulo II, a Imagem da Capelinha das Aparições é conduzida a Roma para, juntamente com os bispos de todo o mundo e correspondendo ao dinamismo da Mensagem da Virgem Maria em Fátima, consagrar o mundo ao Imaculado Coração de Maria. No mesmo dia, o Papa João Paulo II oferece ao bispo de Leiria-Fátima a bala do atentado que, mais tarde seria colocada na coroa preciosa da Imagem da Capelinha das Aparições.

 

7 de Maio de 1987 | João Paulo II nomeia D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva bispo coadjutor da diocese de Leiria-Fátima. D. Serafim virá a tomar posse como bispo residente a 2 de Fevereiro de 1993.

 

23 de Julho de 1989 | dirigindo-se a crianças, refere-se às aparições do Anjo de 1916, transmitidas «pelos pequeninos de Fátima: Meu Deus eu creio…».

 

13 de Maio de 1991 | segunda peregrinação de João Paulo II à Cova da Iria.

 

13 de Maio de 1994 | internado na clínica por causa de uma queda, João Paulo II envia uma mensagem declarando: «foi uma mão materna que guiou a trajectória da bala».

 

7 de Junho de 1997 | dedicação do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Zakopane (Polónia).

 

1 de Outubro de 1997 | João Paulo II escreve ao bispo de Leiria-Fátima, afirmando que Fátima é claro sinal da presença de Deus no século XX. 

 

13 de Maio de 2000 | na terceira peregrinação ao Santuário de Fátima, João Paulo II beatifica Francisco e Jacinta Marto e torna público, através do seu Secretário de Estado, a terceira parte do Segredo de Fátima. Nesta peregrinação, João Paulo II oferece a Nossa Senhora de Fátima o anel com o lema “Totus Tuus” que o cardeal Wiszinski lhe havia ofertado no início do seu pontificado.

 

17 de Maio de 2000 | com muita clareza, na audiência geral, o Papa refere-se às Aparições de um Anjo em Fátima.

 

8 de Outubro de 2000 | a pedido do próprio Papa, a Imagem da Capelinha é conduzida ao Vaticano para na praça de São Pedro, juntamente com 1500 bispos de todo o mundo e na presença de milhares de fiéis, a consagração do novo milénio: «A Ti, aurora da salvação, confiamos o nosso caminho no novo Milénio».

 

9 de Março de 2004 | João Paulo II entrega ao reitor do Santuário de Fátima, P. Luciano Gomes Paulo Guerra, uma pedra do túmulo de São Pedro para ser tomada como primeira pedra da nova igreja do Santuário de Fátima dedicada à Santíssima Trindade.

 

2 de Abril de 2005 | enquanto se rezava o rosário na praça de São Pedro, num primeiro sábado, morre o Papa que peregrinou por três vezes à Cova da Iria e que mais intimamente se encontra ligado à Mensagem de Fátima. 

 

O Papa e Fátima: a palavra

 

Desde que se deu o conhecido atentado na Praça de S. Pedro há um ano, ao tomar consciência, o meu pensamento voltou-se imediatamente para este santuário, para depor no coração da Mãe celeste este meu agradecimento por me ter salvo do perigo (João Paulo II, 12 de Maio de 1982).

 

Venho hoje aqui, porque exactamente neste mesmo dia do mês, no ano passado, se dava, na Praça de São Pedro, em Roma, o atentado à vida do Papa, que misteriosamente coincidia com o aniversário da primeira aparição em Fátima, a qual se verificou a 13 de Maio de 1917. 

 

Estas datas encontraram-se entre si de tal maneira, que me pareceu reconhecer nisso um chamamento especial para vir aqui. E eis que hoje aqui estou. Vim para agradecer à Divina Providência, neste lugar, que a Mãe de Deus parece ter escolhido de modo tão particular (João Paulo II, 13 de Maio de 1982).

 

O Santuário de Fátima é um lugar privilegiado, dotado de um valor especial: contém em si uma mensagem importante para a época que estamos a viver. É como se aqui, no início do nosso século, tivessem ressoado, com um novo eco, as palavras pronunciadas no Gólgota. 

 

Maria, que estava junto da Cruz de Seu Filho, teve de acolher uma vez mais a vontade de Cristo, Filho de Deus. Mas enquanto, no Gólgota, o Filho lhe indicava um só homem, João, Seu discípulo amado, aqui Ela teve de os acolher a todos. Todos nós, os homens deste século e da sua difícil e dramática história. 

 

Nestes homens do século XX, revelou-se com igual grandeza, quer a sua capacidade de subjugar a Terra, quer a sua liberdade de fugir ao mandamento de Deus e de o negar, como herança do seu pecado. A herança do pecado mostra-se como uma louca aspiração de construir o mundo - um mundo criado pelo homem -, “como se Deus não existisse”. E também como se não existisse aquela Cruz no Gólgota, onde “Morte e Vida se enfrentaram num duelo singular”, a fim de se manifestar que o amor é mais poderoso do que a morte, e que a glória de Deus é o homem vivo. Mãe do Redentor! Mãe do nosso século! 

 

Pela segunda vez, estou diante de Ti, neste Santuário, para beijar as Tuas mãos, porque estiveste firme junto da Cruz do teu Filho, que é a cruz de toda a história do homem, também do nosso século (João Paulo II, 13 de Maio de 1991).

 

Por desígnio divino, veio do Céu a esta terra, à procura dos pequeninos privilegiados do Pai, «uma Mulher revestida com o Sol» (Ap 12, 1). Fala-lhes com voz e coração de mãe: convida-os a oferecerem-se como vítimas de reparação, oferecendo-Se Ela para os conduzir, seguros, até Deus. Foi então que das suas mãos maternas saiu uma luz que os penetrou intimamente, sentindo-se imersos em Deus como quando uma pessoa – explicam eles – se contempla num espelho. 

 

A mensagem de Fátima é um apelo à conversão, alertando a humanidade para não fazer o jogo do «dragão» que, com a «cauda, arrastou um terço das estrelas do Céu e lançou-as sobre a terra» (Ap 12, 4). A meta última do homem é o Céu, sua verdadeira casa onde o Pai celeste, no seu amor misericordioso, por todos espera.

 

Bem podia ela exclamar com São Paulo: «Alegro-me de sofrer por vós e completo em mim própria o que falta às tribulações de Cristo, em benefício do seu Corpo, que é a Igreja» (Col 1, 24). No domingo passado, junto ao Coliseu de Roma, fizemos a comemoração de tantas testemunhas da fé do século XX, recordando as tribulações por elas sofridas, através de significativos testemunhos que nos deixaram. Uma nuvem incalculável de testemunhas corajosas da fé legou-nos uma herança preciosa, que deve permanecer viva no terceiro milénio. Aqui em Fátima, onde foram vaticinados estes tempos de tribulação pedindo Nossa Senhora oração e penitência para abreviá-los, quero hoje dar graças ao Céu pela força do testemunho que se manifestou em todas aquelas vidas. E desejo uma vez mais celebrar a bondade do Senhor para comigo, quando, duramente atingido naquele dia 13 de Maio de 1981, fui salvo da morte. Exprimo a minha gratidão também à beata Jacinta pelos sacrifícios e orações oferecidas pelo Santo Padre, que ela tinha visto em grande sofrimento. 

 

«Eu Te bendigo, ó Pai, porque revelaste estas verdades aos pequeninos». O louvor de Jesus toma hoje a forma solene da beatificação dos pastorinhos Francisco e Jacinta. A Igreja quer, com este rito, colocar sobre o candelabro estas duas candeias que Deus acendeu para alumiar a humanidade nas suas horas sombrias e inquietas. Brilhem elas sobre o caminho desta multidão imensa de peregrinos e quantos mais nos acompanham pela rádio e televisão. Sejam uma luz amiga a iluminar Portugal inteiro e, de modo especial, esta diocese de Leiria-Fátima (João Paulo II, 13 de Maio de 2000).

 
Santa Teresa de Jesus – 15 de Outubro

Santa Teresa de Jesus – 15 de Outubro

 

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Nasceu em Ávila (Espanha) no ano 1515. Tendo entrado na Ordem das Carmelitas, fez grandes progressos no caminho da perfeição e teve revelações místicas. Ao empreender a reforma da Ordem teve de sofrer muitas tribulações, mas tudo suportou com coragem invencível. A doutrina profunda que escreveu nos seus livros é fruto das suas experiências místicas. Morreu em Alba de Tormes (Salamanca) no ano 1582.

 

Quem deveras ama a Deus, todo o bem ama, todo o bem quer, todo o bem favorece, todo o bem louva, com os bons se junta sempre e os favorece e defende; não ama senão verdades e coisa que seja digna de amar. Pensais que é possível, a quem mui deveras ama a Deus, amar vaidades, ou riquezas, ou coisas de deleites do mundo, ou honras, ou tenha contendas ou invejas? Não, que nem pode; e tudo, porque não pretende outra coisa senão contentar ao Amado (Santa Teresa de Jesus).

 

Preces

 

Aclamemos com alegria o Senhor da Glória, a Coroa de todos os Santos, que nos concedeu hoje a graça de celebrarmos Santa Teresa; e digamos: Glória a vós, Senhor!

 

Senhor, fonte de vida e de santidade, que manifestais nos vossos Santos as maravilhas da vossa graça, queremos com Santa Teresa cantar eternamente as vossas misericórdias. Glória a vós, Senhor!

 

Vós, que desejais abrasar todo o mundo com o fogo do vosso Amor, fazei que sejamos, como Santa Teresa, servidores do vosso Amor entre os nossos irmãos. Glória a vós, Senhor!

 

Vós, que revelais aos vossos Anjos os mistérios do vosso coração, associai-nos mais a vós, para que, tendo experimentado melhor o vosso amor em nós, conduzamos os irmãos para vós. Glória a vós, Senhor!

 

Vós, que proclamastes bem-aventurados os puros de coração e prometestes que haveriam de ver-vos, purificai o nosso olhar, para que vos descubramos em todas as criaturas e nos elevemos sempre para vós. Glória a vós, Senhor!

 

Vós, que resistis aos soberbos e dais inteligência aos simples, fazei que sejamos humildes de coração, para adquirirmos em benefício de toda a Igreja a sabedoria, que nos enriquece. Glória a vós, Senhor!

 

Vós, que suscitastes na Igreja a família do Carmelo, concedei aos Carmelitas a graça da fidelidade ao espírito de oração e de zelo apostólico, a exemplo de Santa Teresa. Glória a vós, Senhor!

 

Oração

 

Senhor, que por meio de Santa Teresa de Jesus, inspirada pelo Espírito Santo, manifestastes à vossa Igreja o caminho da perfeição, concedei-nos a graça de encontrar alimento na sua doutrina espiritual e de nos inflamarmos no desejo da verdadeira santidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo

 
Testemunhar o Senhor na Renúncia e na Cruz

Testemunhar o Senhor na Renúncia e na Cruz

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Não penseis que Eu vim trazer paz à terra. Não vim trazer paz, mas a espada. De facto, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora da sua sogra, de maneira que os inimigos do homem são os da sua própria casa… Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim. Quem encontrar a sua vida há-de perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de Mim, há-de encontrá-la” (Mt 10,34-35.38-39). 

Pode parecer-nos dura esta advertência de Jesus: Ele não veio trazer paz à terra, mas a espada, a separação do que nos é familiar, a cura dos nossos afetos, a libertação das nossas seguranças, onde buscamos apoio, conforto, reconhecimento, tranquilidade e paz, mas que, na realidade, nos inquietam, acorrentam e fazem sofrer. Jesus, porém, e Maria, viveram-na à letra. Jesus não foi compreendido, mas antes rejeitado pelos grandes e poderosos deste mundo, acabando por ser morto na cruz. Também Maria, sua Mãe, sofreu muitas vezes, não apenas enquanto esteve junto à cruz.

O caminho de Jesus é também o caminho dos seus discípulos, de nós, carmelitas, chamados a viver em seu obséquio. O sofrimento, a dor, a incompreensão e as dificuldades fazem parte da existência humana, tal como no-lo recorda a Regra: “a vida do homem sobre a terra é um tempo de provação e todos os que querem viver piedosamente em Cristo sofrem perseguição” (R 18; cf. Jb 7,1; 2Tm 3,12). Estas realidades dolorosas não nos serão poupadas porque temos fé – isso seria interesse! –, mas fazem parte da nossa vida. Elas, podem, no entanto, ser transformadas por nós, cristãos, de dura e incontornável necessidade em atos livres de amor. A isso nos incita a Regra: “Esforçai-vos por vos revestir da armadura de Deus” (R 18). Como?

Protegendo, antes de mais, o nosso peito “com pensamentos santos” (R 19). Como este: “Nós sabemos que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus… Estou certo de que nada nos poderá separar do amor de Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8,28.38.39). Santa Teresinha resume-o assim: “Tudo é graça” (Caderno amarelo, 5 junho, nº 4). E São João da Cruz explicita: “Deus sabe o que nos convém e tudo ordena para nosso bem… Não pense em mais nada, senão que é Deus quem tudo dispõe. E onde não há amor, ponha amor e daí tirará amor” (Carta 27).

Depois, sendo realistas: “a humildade é andar na verdade” (6 Moradas 10,7). De facto, quem pensa encontrar paz no mundo, engana-se, porque, como diz Santa Teresa, “não há paz na terra” (Poesia 29), e quem quiser seguir Cristo acomodando-se ao mundo, viverá em “guerra contínua” (Meditações sobre os Cantares 2,1). É só em Jesus e na sua Palavra que se encontra a paz nesta vida: “Disse-vos isto, para que tenhais paz em Mim; no mundo tereis tribulações, mas tende confiança: Eu venci o mundo” (Jo 16,33). Como nos recorda o Papa Francisco na exortação A alegria do Evangelho (EG): “a fé conserva sempre um aspeto de cruz, uma obscuri­dade que não tira firmeza à sua adesão. Há certas coisas que só se compreendem e apreciam a partir desta adesão que é irmã do amor” (42).

Nem sempre é fácil acreditar. Não só para aqueles a quem anunciamos Cristo, mas também para nós, suas testemunhas. O próprio Jesus nos adverte que “os inimigos do homem são os da sua própria casa” (Mt 10,36). O Carmelo entendeu sempre esta passagem como um apelo a vigiar sobre o nosso coração, que tantas vezes nos engana e trai. Para seguir a Cristo é preciso abnegar-se, morrer a si próprio, pois “quem perder a sua vida por causa de Mim, há-de encontrá-la” (v. 39).

Na nossa ação evangelizadora podemos deparar com algumas cruzes interiores e exteriores. Talvez a mais subtil seja “a ânsia hodierna de obter resultados imediatos”, que “faz com que…  não se tolere facilmente tudo o que signifique alguma contradição, um aparente fracasso, uma crítica, uma cruz” (EG 82). “Gera-se assim… o pragmatismo cinzento da vida quotidiana da Igreja, no qual… a fé se vai deteriorando e degenerando em mesquinhez”, desenvolvendo “a psicologia do túmulo… Chamados a iluminar e a comunicar vida, acabam por se deixar cativar por coisas que só geram escuridão e cansaço interior… Não deixemos que nos roubem a alegria da evangelização!” (EG 83).

Outra cruz pode ser a “desertificação espiritual” que se produziu “nalguns lugares”, inclusive na “própria família ou lugar de trabalho…, onde há que conservar a fé e procurar irradiá-la. Mas é precisamente a partir da experiência deste deserto, deste vazio, que podemos redescobrir a alegria de crer, a sua importância vital... No deserto, é possível redescobrir o valor daquilo que é essencial… No deserto, existe sobretudo a necessidade de pessoas de fé que, com as suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo viva a esperança. Em todo o caso, aí somos chamados a ser pessoas-cântaro para dar de beber aos outros” (EG 86).

Outras cruzes ainda poderão ser “a experiência do fracasso, as mesquinhezes humanas que tanto ferem… Pode acontecer que o coração se canse de lutar, porque, em última análise, se busca a si mesmo num carreirismo sedento de reconhecimentos, aplausos, prémios, promoções” (EG 277).

Para lhes fazermos frente, é necessário “re-cordar o amor das origens” ( cf. Ap 2,4): “Precisamos de nos deter em oração para pedir a Jesus que volte a cativar-nos. Precisamos de o implorar cada dia, pedir que a sua graça abra o nosso coração frio e sacuda a nossa vida tíbia e superficial… Como nos faz bem deixar que Ele volte a tocar a nossa vida e nos envie para comunicar a sua vida nova!... A melhor motivação para se decidir a comunicar o Evangelho é contemplá-lo com amor, é deter-se nas suas páginas e lê-lo com o coração… É urgente recuperar o espírito contemplativo”. (EG 264).

Só assim seremos capazes de “dar razão da nossa esperança,…'com mansidão e respeito' (1Pd 3,16)»,… sem nos cansarmos de 'fazer o bem' (Gl 6,9) e sem pretendermos aparecer como superiores, antes 'considerai os outros superiores a vós próprios' (Fl 2,3)” (EG 271).

Revestidos da armadura de Deus, com a couraça do amor; empunhando o escudo da fé; protegidos com o capacete da esperança, empunhando a Palavra, vivamos como discípulos de Cristo, levando com alegria a todos, como Maria, o Evangelho da paz (cf. Ef 6,15).

Pedro Bravo, O. Carm.

 
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