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O Carmelo

"O Carmelo é uma riqueza

para todas as comunidades cristãs".

(João Paulo II)

  

 A Ordem Carmelita é uma Ordem Religiosa Católica de Homens e Mulheres que, inspirados pelo espírito do Profeta Elias e da Bem-Aventurada Virgem Maria, tentam viver uma vida no seguimento de Jesus Cristo através da Contemplação, Fraternidade e Serviço no meio do povo.

 

 

 
Quaresma e obras de misericórdia

Quaresma e obras de misericórdia


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A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual. Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em actos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo (...).


Portanto a Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais directamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas. Com efeito, é precisamente tocando, no miserável, a carne de Jesus crucificado que o pecador pode receber, em dom, a consciência de ser ele próprio um pobre mendigo. Por esta estrada, também os «soberbos», os «poderosos» e os «ricos», de que fala o Magnificat, têm a possibilidade de aperceber-se que são, imerecidamente, amados pelo Crucificado, morto e ressuscitado também por eles. Somente neste amor temos a resposta àquela sede de felicidade e amor infinitos que o homem se ilude de poder colmar mediante os ídolos do saber, do poder e do possuir. Mas permanece sempre o perigo de que os soberbos, os ricos e os poderosos – por causa de um fechamento cada vez mais hermético a Cristo, que, no pobre, continua a bater à porta do seu coração – acabem por se condenar precipitando-se eles mesmos naquele abismo eterno de solidão que é o inferno. Por isso, eis que ressoam de novo para eles, como para todos nós, as palavras veementes de Abraão: «Têm Moisés e o Profetas; que os oiçam!» (Lc 16, 29). Esta escuta activa preparar-nos-á da melhor maneira para festejar a vitória definitiva sobre o pecado e a morte conquistada pelo Esposo já ressuscitado, que deseja purificar a sua prometida Esposa, na expectativa da sua vinda.

Excerto da mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2016

 

 
A melhor herança

A melhor herança

Meditação matutina do Papa Francisco

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«A fé é a maior herança que o homem pode deixar». É precisamente a fé que nos convida a «não ter medo da morte», que é só o início de outra vida. Este foi o fulcro da reflexão proposta pelo Papa na missa celebrada na manhã de 4 de Fevereiro, na capela da Casa de Santa Marta.

«Nestas semanas a Igreja, na liturgia, levou-nos a meditar sobre o santo rei David», frisou Francisco. E «hoje - prosseguiu - narra-nos a sua morte». No trecho tirado do primeiro livro dos Reis (2, 1-4.10-12) lê-se: «Aproximava-se a morte de David».

Recordando que «em cada vida há um fim», o Papa propôs de novo a regra que David deixa ao filho Salomão: «Vou pelo caminho de todos os homens na terra». Contudo, acrescentou, que seja «o caminho da vida», é também «um pensamento do qual não gostamos muito». Com efeito, disse Francisco, tendemos quase a afastar o pensamento da morte - «Estou doente, sou um pouco idoso...», «Mas és forte, vai!» - e «temos medo», embora «seja a realidade de todos os dias».

«Num povoado do norte da Itália», recordou o Pontífice, «na entrada de um cemitério está escrito: “Tu que passas, detém-te e pensa nos teus passos, no último passo”». Portanto, pensemos: «Esta é uma luz que ilumina a vida». E «a vida de David - explicou - foi vivida com intensidade por aquele menino que pastoreava o rebanho, com tantas dificuldades; ungido pelo Senhor, depois viveu bem, como um homem que amava o Senhor; em seguida, quando se sentiu seguro, começou a pecar e quase acabou na corrupção».

Mas David, prosseguiu, «arrependeu-se, chorou, voltou a pecar. É assim. Mas aprendeu a pedir perdão pelos seus pecados. E a Igreja diz: o santo rei David, pecador mas santo». Portanto, «esta vida acaba assim: começa com dezasseis, dezassete anos e acaba». De resto, «a duração do seu poder, do reino, foi de quarenta anos». Mas «até quarenta anos passam».

«Esta é uma realidade que devemos ter sempre diante de nós», reiterou. «Numa audiência geral de quarta-feira - revelou - havia entre os doentes uma freirinha idosa, mas com uma cara pacífica, um olhar luminoso». Francisco perguntou-lhe quantos anos tinha. E a religiosa, com um sorriso, respondeu: «Oitenta e três, mas estou a findar o meu percurso nesta vida para começar o outro com o Senhor, porque tenho um tumor no pâncreas». E «assim em paz - disse o Papa - aquela mulher tinha vivido com intensidade a sua vida consagrada. Não temia a morte», a ponto de dizer: «Termino o meu percurso de vida para começar outro». Porque a morte, frisou, «é uma passagem» e «estes testemunhos fazem-nos bem».

«Quando alguém está prestes a morrer - prosseguiu - costuma deixar um testamento». Assim faz também David, chamando «o filho Salomão». E «o que lhe aconselha, o que lhe dá em herança?». Diz-lhe: «Sê forte e mostra que és homem». Em síntese, David «retoma o que o Senhor disse a Moisés, a Josué: sê forte, sê homem; observa a lei do Senhor teu Deus, caminha pelas suas vias e cumpre as suas leis, as suas ordens, as suas normas, como está escrito na lei de Moisés».

Também David «aconselha isto» a Salomão. E «o que lhe deixa em herança? Deixa-lhe o reino, um reino forte». Mas «deixa inclusive algo mais, a melhor e maior herança que o homem ou a mulher podem deixar aos filhos: a fé». No trecho bíblico de hoje lêem-se as palavras de David: «Para que o Senhor cumpra a promessa que me fez, dizendo: “Se os teus filhos se preocuparem em caminhar diante de mim com fidelidade, com todo o seu coração e toda a sua alma, não deixarás de ter um teu descendente no trono de Israel”». É precisamente «a fé na promessa a Deus: deixar a fé como grande herança», explicou Francisco.

«Quando fazem um testamento - acrescentou - as pessoas dispõem: “Deixo-te isto, deixo-lhe aquilo...”». Mas «a melhor e maior herança que o homem, a mulher, pode deixar aos seus filhos é a fé», reiterou. E «David faz memória das promessas de Deus, da sua fé nestas promessas, e recorda-as ao filho: deixar a fé como herança».

A tal propósito, o Papa notou: «Quando, no rito do baptismo, damos - os pais - a vela acesa, a luz da fé, dizemos: “Preserva-a, conserva-a, leva-a a crescer no teu filho, na tua filha, e deixa-a como herança”». Portanto, «deixemos a fé como herança: é isto que nos ensina David. E morre assim, simplesmente como todos os homens». Mas «sabe bem o que aconselhar ao filho e qual é a melhor herança que lhe deixa: não o reino, mas a fé. E diz de cor o que o Senhor prometera».

«Todos nós percorreremos o caminho dos nossos pais - afirmou Francisco - mas só Ele sabe quando». E assim, «far-nos-á bem» interrogar-nos: «Qual é a herança que deixo com a minha vida? Deixo a herança de um homem, de uma mulher de fé? Deixo esta herança aos meus?».

Nesta perspectiva, concluiu, «peçamos ao Senhor duas coisas». Antes de tudo, «não ter medo deste último passo, como a irmã da audiência de quarta-feira», que confia: «Acabo o meu percurso e começo outro». E a segunda, pedir ao Senhor «que todos nós possamos deixar com a nossa vida, como melhor herança, a fé: a fé neste Deus fiel, neste Deus que está sempre ao nosso lado, neste Deus que é Pai e nunca desilude».

4 de Fevereiro de 2016

 
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