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O Carmelo

"O Carmelo é uma riqueza

para todas as comunidades cristãs".

(João Paulo II)

  

 A Ordem Carmelita é uma Ordem Religiosa Católica de Homens e Mulheres que, inspirados pelo espírito do Profeta Elias e da Bem-Aventurada Virgem Maria, tentam viver uma vida no seguimento de Jesus Cristo através da Contemplação, Fraternidade e Serviço no meio do povo.

 

 

 
Frases sobre a Eucaristia

Frases sobre a Eucaristia 

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  • Eucaristia, sacramento de amor, prova de amor (São Tomás de Aquino).
  • Eucaristia, amor dos amores (São Bernardo).
  • A Eucaristia não é só garantia do amor de Jesus Cristo, mas é também garantia do paraíso que Ele nos quer dar… (Santo Afonso Maria de Ligório).
  • Jesus Cristo quer de tal modo unir-se connosco, pelo amor ardente que nos tem, que nos tornemos uma só coisa com Ele na Eucaristia (São João Crisóstomo).
  • Remédio pelo qual somos livres das falhas quotidianas e preservados dos pecados mortais (Concílio de Trento).
  • Por meio deste sacramento, o homem é estimulado a fazer actos de amor e por eles se apagam os pecados veniais. Somos preservados dos pecados mortais, porque a comunhão confere o aumento da graça que nos preserva das culpas graves (São Tomás de Aquino).
  • Jesus Cristo com sua Paixão livrou-nos do poder do pecado, mas com a Eucaristia livra-nos do poder de pecar (Inocêncio III).
  • Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos, para se conservarem na perfeição, e os imperfeitos, para chegarem à perfeição (São Francisco de Sales).
  • Depois de morrer consumido de dores sobre um madeiro destinado aos maiores criminosos,  colocastes-Vos sob as aparências do pão, para Vos fazerdes nosso alimento e assim, unir-Vos todo a cada um de nós. Dizei-me: que mais podíeis inventar para Vos fazer amar? (Santo Afonso de Ligório).
  • A Eucaristia não é coisa que se possa descobrir com os sentidos, mas só com a fé, baseada na autoridade de Deus (São Tomás de Aquino).
  • Não ponhas em dúvida se é ou não verdade, mas aceita com fé as palavras do Salvador; sendo Ele a Verdade, não mente (São Cirilo).
  • O Senhor imola-se de modo incruento no Sacrifício da Missa, que representa o Sacrifício da Cruz e lhe aplica a eficácia salutar, no momento em que, pelas palavras da consagração, começa a estar sacramentalmente presente, como alimento espiritual dos fiéis, sob as espécies de pão e de vinho (Papa Paulo VI).
  • A mesma carne, com que andou (o Senhor) na terra, essa mesma nos deu a comer para nossa salvação; ninguém come aquela Carne sem primeiro a adorar…; não só não pecamos adorando-a, mas pecaríamos se a não adorássemos (Santo Agostinho).
  • Vós, Jesus, partindo deste mundo, o que nos deixastes em memória do vosso amor? Não uma veste, um anel, mas o vosso corpo, o vosso sangue, a vossa alma, a vossa divindade, vós mesmo, todo, sem reservas (Santo Afonso Maria de Ligório).
  • Jesus deu-se todo não reservando nada para si (São João Crisóstomo).
  • Este pão é Jesus. Alimentar-nos dele significa receber a própria vida de Deus, abrindo-nos à lógica do amor e da partilha (São João Paulo II).
  • Na Eucaristia nós contemplamos o Sacramento desta síntese viva da lei: Cristo entrega-nos em si mesmo a plena realização do amor a Deus e do amor aos irmãos. Ele comunica-nos este seu amor quando nos alimentamos do seu Corpo e do seu Sangue (Papa Bento XVI).
  • Para a comunidade cristã as Escrituras e a Eucaristia são as duas fontes maiores de encontro com  Cristo Ressuscitado, que nos coloca em comunhão uns com os outros, como outros “Cristos” e nos envia a evangelizar (Documento do Vaticano)
  • A Eucaristia é o nosso tesouro mais precioso. Ela é o sacramento por excelência; introduz-nos antecipadamente na vida eterna; contém em si todo o mistério da nossa salvação; é a fonte e o ápice da acção e da vida da Igreja (Papa Bento XVI).
  • A Sagrada Comunhão é a derradeira graça de amor, e nela Jesus Cristo se une espiritual e realmente ao fiel, a fim de nele produzir a perfeição da sua Vida e da sua Santidade (São Pedro Julião Eymard).
  • Ao longo destes domingos, a Liturgia vai propondo-nos, do Evangelho de João, o discurso de Jesus sobre o Pão da vida, que é Ele mesmo e que constitui também o sacramento da Eucaristia. O trecho hodierno (cf. Jo 6, 51-58) apresenta a última parte de tal discurso e fala sobre algumas pessoas do meio do povo que se escandalizam ao ouvirem Jesus dizer: «Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia» (Jo 6, 54). O assombro dos ouvintes é compreensível; com efeito, Jesus recorre ao estilo típico dos profetas, para provocar nas pessoas — e também em nós — interrogações e, afinal, suscitar uma decisão. Antes de tudo, interrogações: o que significa «comer a carne e beber o sangue» de Jesus? É apenas uma imagem, um modo de dizer, um símbolo, ou indica algo de real? Para responder, é necessário intuir o que acontece no Coração de Jesus, ao partir os pães para os distribuir à multidão faminta. Consciente de que deverá morrer na cruz por nós, Jesus identifica-se com aquele pão partido e compartilhado, tornando-se para Ele o «sinal» do Sacrifício que o espera. Este processo encontra o seu ápice na última Ceia, onde o pão e o vinho se tornam realmente o seu Corpo e o Sangue. É a Eucaristia, que Jesus nos deixa com uma finalidade específica: que nós possamos tornar-nos um só com Ele. Efectivamente, Ele diz: «Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e Eu nele» (v. 56). «Permanecer»: Jesus em nós, e nós em Jesus. Comunhão é assimilação: comendo a sua carne, tornamo-nos como Ele. Contudo, isto requer o nosso «sim», a nossa adesão de fé!
  • Às vezes, a propósito da Santa Missa, ouve-se a seguinte objecção: «Mas para que serve a Missa? Vou à igreja quando tenho vontade, ou rezo melhor quando estou sozinho». Mas a Eucaristia não é uma oração particular, nem uma bonita experiência espiritual; não é uma simples comemoração daquilo que Jesus realizou na última Ceia. Para entender bem, nós dizemos que a Eucaristia é um «memorial», ou seja, um gesto que actualiza e torna presente o acontecimento da morte e da ressurreição de Jesus: o pão é realmente o seu Corpo entregue por nós; o vinho é deveras o seu Sangue derramado por nós.
  • A Eucaristia é o próprio Jesus que se entrega inteiramente por nós. Alimentar-nos dele e permanecermos nele mediante a Comunhão eucarística, se o fizermos com fé, transforma a nossa vida, transforma-a num dom a Deus e aos irmãos. Alimentar-nos daquele «Pão da vida» significa entrar em sintonia com o Coração de Cristo, assimilar as suas escolhas, os seus pensamentos e os seus comportamentos. Significa entrar num dinamismo de amor oblativo, tornando-nos pessoas de paz, pessoas de perdão, de reconciliação e de partilha solidária. Aquilo que Jesus fez.
  • Jesus conclui o seu discurso com as seguintes palavras: «Quem comer deste pão viverá eternamente» (Jo 6, 58). Sim, viver em comunhão concreta, real, com Jesus nesta terra já nos faz passar da morte para a vida. O Céu começa precisamente nesta comunhão com Jesus, e deste modo fechamos os olhos para o mundo presente, na certeza de que no último dia ouviremos a voz de Jesus Ressuscitado que nos há-de chamar, e despertaremos para permanecer sempre com Ele e com a grande família de santos.
  • E no Céu já nos espera Maria, nossa Mãe - ontem pudemos celebrar este mistério. Que Ela nos alcance a graça de nos alimentarmos sempre com fé de Jesus, Pão da vida! (Papa Francisco, Angelus de 16 de Agosto de 2015).
 
Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo - Ano C

SANTÍSSIMO CORPO E SANGUE DE CRISTO (ANO C)

26 de Maio de 2016

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 9, 10-17)

10Ao regressarem, os Apóstolos contaram-lhe tudo o que tinham feito. Tomando-os consigo, Jesus retirou-se para um lugar afastado, na direcção de uma cidade chamada Betsaida. 11Mas as multidões, que tal souberam, seguiram-no. Jesus acolheu-as e pôs-se a falar-lhes do Reino de Deus, curando os que necessitavam. 12Ora, o dia começava a declinar. Os Doze aproximaram-se e disseram-lhe: «Despede a multidão, para que, indo pelas aldeias e campos em redor, encontre alimento e onde pernoitar, pois aqui estamos num lugar deserto.» 13Disse-lhes Ele: «Dai-lhes vós mesmos de comer.» Retorquiram: «Só temos cinco pães e dois peixes; a não ser que vamos nós mesmos comprar comida para todo este povo!» 14Eram cerca de cinco mil homens. Jesus disse aos discípulos: «Mandai-os sentar por grupos de cinquenta.» 15Assim procederam e mandaram-nos sentar a todos. 16Tomando, então, os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu, abençoou-os, partiu-os e deu-os aos discípulos, para que os distribuíssem à multidão. 17Todos comeram e ficaram saciados; e, do que lhes tinha sobrado, ainda recolheram doze cestos cheios.

Chave de leitura: o contexto literário

Este texto encontra-se no meio do Evangelho de Lucas: Jesus alarga e intensifica a sua missão através das aldeias da Galileia e envia os seus doze discípulos para o ajudarem (Lc 9, 1-6). A notícia de tudo isto chega a Herodes, que mandara matar João Baptista (Lc 9, 7-9). Quando os discípulos regressam da missão, Jesus convida-os a ir para um lugar solitário (Lc 9, 10). Aqui aparece o texto de hoje acerca da multiplicação dos pães (Lc 9, 11-17). Em seguida Jesus faz uma pergunta: “Quem dizem as pessoas que eu sou?” (Lc 9, 18-21). Dito isto, pela primeira vez, fala da sua paixão e da sua morte e das consequências de tudo isto para a vida dos discípulos (Lc 9, 22-28). A seguir aparece a Transfiguração, em que Jesus fala com Moisés e Elias acerca da sua paixão, ficando os discípulos confusos e sem compreenderem (Lc 9, 44-55). Finalmente, Jesus decide ir a Jerusalém onde será morto (Jo 9, 52).

O contexto histórico do nosso texto

O contexto histórico do Evangelho de Lucas tem sempre dois aspectos: o contexto do tempo de Jesus nos anos 30, na Palestina, e o contexto das comunidades cristãs dos anos 80, para as quais Lucas escreve o seu Evangelho.

No tempo de Jesus na Palestina o povo vivia na expectativa de que o Messias quando chegasse seria um novo Moisés, e repetiria os grandes prodígios operados por Moisés no Êxodo: conduzir o povo pelo deserto e alimentá-lo com o maná. A multiplicação dos pães no deserto era para as pessoas o grande sinal de que o tempo messiânico estava a chegar (Jo 6, 14-15).

No tempo de Lucas, nas comunidades da Grécia, era importante confirmar os cristãos nas suas convicções de fé e orientá-los no meio das dificuldades. No modo de descrever a multiplicação dos pães, Lucas recorda a celebração da Eucaristia que se realiza nas comunidades dos anos 80 e ajuda as pessoas a aprofundar o significado da Eucaristia nas próprias vidas. Além disso, na própria descrição da multiplicação dos pães, como veremos, Luvas evoca figuras importantes da história do povo de Deus, Moisés, Elias e Eliseu, mostrando assim que Jesus é o verdadeiro Messias que vem cumprir as promessas do passado.

Comentário do texto

Lucas 9, 10: Jesus e os discípulos retiram-se para um lugar solitário. Os discípulos regressam da missão para a qual foram enviados (Lc 9, 1-6). Jesus convida-os a retirarem-se para um lugar solitário, perto de Betsaida, ao norte do lago da Galileia. O Evangelho de Marcos acrescenta que ele convida-os a descansar um pouco (Mc 6, 31). Descrevendo a missão dos 72 discípulos, Lucas descreve a revisão feita por Jesus da acção missionária desenvolvida pelos discípulos (Lc 10, 17-20).

Lucas 9, 11: As pessoas procuram Jesus e Jesus acolhe as pessoas. As pessoas sabem onde se encontra Jesus e seguem-no. Marcos é mais explícito. Diz que Jesus e os seus discípulos vão na barca e as pessoas seguem-no a pé, por outro caminho, para um lugar determinado. As pessoas chegam primeiro que Jesus (Mc 6, 32-33). Chegados ao lugar de descanso, vendo aquela multidão, Jesus acolhe-a, fala do Reino e cura os enfermos. Marcos acrescenta que as pessoas pareciam um rebanho sem pastor. Perante aquela situação das pessoas, Jesus comporta-se como um “bom pastor”, orientando-as com a sua palavra e alimentando-as com os pães e os peixes (Mc 6, 34ss).

Lucas 9, 12: A preocupação dos discípulos e a fome das pessoas. O dia começa a cair e aproxima-se a noite. Os discípulos estão preocupados e pedem a Jesus que despeça as pessoas. Dizem que no deserto não é possível encontrar comida para tanta gente. Para eles a única solução é que as pessoas regressem e se dirijam às aldeias vizinhas para comprar pão. Não conseguem imaginar uma outra solução. Nas entrelinhas acerca da descrição da situação das pessoas aparece algo de muito importante. Para poder estar com Jesus as pessoas esquecem-se de comer. Quer dizer que Jesus deve ter sabido atrair as pessoas ao ponto de se esquecerem de tudo, seguindo-o pelo deserto.

Lucas 9, 13: A proposta de Jesus e a resposta dos discípulos. Jesus diz: “Dai-lhes vós mesmo de comer”. Os discípulos assustam-se porque só têm cinco pães e dois peixes. Mas são eles que devem solucionar o problema e a única coisa que lhes ocorre é que as pessoas procurem ir às aldeias vizinhas comprar pão. Têm somente a solução tradicional, segundo a qual alguém deve procurar pão para as pessoas. Alguém deve obter o dinheiro, comparar pão e distribuí-lo pelas pessoas, mas naquele deserto esta solução é impossível. Eles não encontram outra possibilidade de resolver o problema. Ou seja: se Jesus insiste em não mandar as pessoas para suas casas, não há solução para resolver a fome das pessoas. Não lhes passa pela cabeça que a solução poderia vir de Jesus e das próprias pessoas.

Lucas 9, 14-15: A iniciativa de Jesus para resolver o problema da fome. Havia ali cinco mil pessoas. Muita gente! Jesus pede aos discípulos que as pessoas se sentem em grupos de cinquenta. É aqui que Lucas começa a usar a Bíblia para iluminar os factos da vida de Jesus. Recorda Moisés. Ele foi o primeiro que deu de comer às pessoas esfomeadas que se encontravam no deserto, depois da saída do Egipto (cf Num cap. 1 a 4). Lucas evoca também Eliseu. Eliseu mata a fome da multidão com alguns pães chegando a sobrar (2Re 4, 43-44). O texto sugere, pois, que Jesus é o novo Moisés, o novo profeta que devia vir ao mundo (cf. Jo 6, 14-15). Todas as comunidades conheciam o Antigo Testamento e para bom entendedor poucas palavras bastam. Assim vão descobrindo pouco a pouco o mistério que envolve a pessoa de Jesus.

Lucas 9, 16: Evocação e significado da Eucaristia. Depois do povo se sentar por terra, Jesus multiplica os pães e pede aos discípulos que os distribuam. Aqui é importante notar como Lucas descreve o acontecimento. Diz: “Tomando, então, os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu, abençoou-os, partiu-os e deu-os aos discípulos, para que os distribuíssem à multidão”. Este modo de falar às comunidades dos anos 80 (e de todos os tempos) faz pensar na Eucaristia. Porque estas mesmas palavras serão usadas (e são) na celebração da Ceia do Senhor (Lc 22, 19). Lucas sugere que a Eucaristia deve levar à multiplicação dos pães, quer dizer partilhar. Deve ajudar os cristãos a preocuparem-se pelas necessidades concretas do próximo. É pão de vida que dá coragem e leva o cristão a enfrentar os problemas das pessoas de modo diferente, não desde fora, mas a partir de dentro, das próprias pessoas.

Lucas 9, 17: O grande sinal: todos comeram. Todos comeram, ficaram saciados, sobraram cestos inteiros de alimento. Solução inesperada, realizada por Jesus e nascida a partir das pessoas, daquele pouco que tinham, cinco pães e dois peixes. E sobraram doze cestos, depois de cinco mil pessoas comerem cinco pães e dois peixes!

Aprofundamento: o milagre maior

Alguns perguntam-se: Não houve milagre? Foi só partilhar? Eis três reflexões a modo de respostas.

Primeira reflexão. Qual seria hoje o milagre maior: por exemplo, num determinado dia do ano, o dia de Natal, todas as pessoas têm que comer, recebem uma cesta de Natal. Outra alternativa poderia ser estas pessoas começarem a partilhar o seu pão com os outros, eliminando a fome a ponto de sobrar alimento para todas as pessoas. Qual seria o milagre maior? O que pensais?

Segunda reflexão. A palavra milagre (miraculum) provém do verbo admirar. Um milagre é uma acção extraordinária, fora do normal, que causa admiração e faz pensar em Deus. O grande milagre, o maior de todos, é o próprio Jesus, Deus feito homem. É tão extraordinariamente humano, como só o próprio Deus pode ser humano. Outro grande milagre é a mudança que Jesus consegue alcançar das pessoas, habituadas a soluções de fora. Jesus consegue que as pessoas enfrentem o problema a partir delas mesmas, a partir dos meios de que dispõem. Grande milagre, coisa extraordinária, e que mediante este gesto de Jesus todos comem e a comida sobra. Quando se partilha, há sempre... e sobra! Portanto, são três os grandes milagres: o próprio Jesus, a conversão das pessoas, a partilha dos bens que gera abundância. Três milagres nascidos da nova experiência de Deus como Pai, que se nos revela em Jesus. Esta experiência de Deus mudou todos os esquemas mentais e o modo de viver junto dos outros. Este é o milagre maior: outro mundo é possível!

Terceira reflexão. É difícil saber como aconteceram de facto as coisas. Não se está a afirmar que Jesus não realizou o milagre. Há factos e muitos! Mas não devemos esquecer que o milagre maior é a ressurreição de Jesus. Ao colocar a fé em Jesus começa-se a viver num mundo novo, partilhando o pão com os irmãos e as irmãs que não têm nada e têm fome: “E todos distribuíam o que tinham e não havia necessidades entre eles” (Act 4, 43). Quando na Bíblia se descreve um milagre, a atenção maior não é colocada no aspecto milagroso em si, mas mais no significado que tem para a vida e a fé das comunidades que acreditam em Jesus, revelação do Pai. No denominado “primeiro mundo” dos países ditos cristãos, os animais têm mais alimento do que os seres humanos do “terceiro mundo”. Há muita gente com fome. Isto quer dizer que a Eucaristia não tem ainda a profundidade e o enraizamento que poderia e deveria ter.

 
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