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O Carmelo
"O Carmelo é uma riqueza

para todas as comunidades cristãs".

(João Paulo II)

 

 
 

A Ordem Carmelita é uma Ordem Religiosa Católica de Homens e Mulheres que, inspirados pelo espírito do Profeta Elias e da Bem-Aventurada Virgem Maria, tentam viver uma vida no seguimento de Jesus Cristo através da Contemplação, Fraternidade e Serviço no meio do povo.

 

 

 

Em 2015 a Família Carmelita-Teresiana celebrará o V Centenário do nascimento de Santa Teresa de Jesus, Mestra da Oração e Doutora da Igreja. Desde já estão em marcha e em execução várias iniciativas de preparação para a celebração do Centenário. A Ordem do Carmo em Portugal, através deste meio, pretende congregar os seus amigos para esta iniciativa e, através do seu site, quer dar a conhecer esta extraordinária e apaixonante mulher carmelita que se ergue como farol que continua a iluminar os homens e as mulheres do nosso tempo.

 A minha família

Ter pais virtuosos e tementes a Deus – se eu não fosse tão ruim – me bastaria, com o que o Senhor me favorecia, para ser boa. 

Era meu pai homem de muita caridade para com os pobres e de compaixão para com os enfermos. Com os criados tinha tanta, que jamais se pôde conseguir que tivesse escravos, porque deles tinha grande dó. Estando uma vez em sua casa uma de um seu irmão, a tratava como a seus filhos. Dizia que, o não ser ela livre, não o sofria a sua compaixão. Era de grande verdade. Ninguém jamais o viu jurar ou murmurar; era extraordinariamente honesto.

Minha mãe também tinha grandes virtudes e passou a vida com grandes enfermidades. Grandíssima honestidade. Com ser de muita formosura, jamais deu ocasião a que se entendesse que dela fazia caso porque, apesar de morrer aos trinta e três anos, já seu traje era como o de pessoa de muita idade. Muito pacífica e de grande entendimento. Foram grandes os trabalhos por que passou enquanto viveu. Morreu muito cristãmente. 

Éramos três irmãs e nove irmãos. Por bondade de Deus, todos se pareceram com os pais, em ser virtuosos, menos eu, embora fosse a mais querida de meu pai. E, antes que eu começasse a ofender a Deus, parece que tinha alguma razão para isso, mas quando me recordo das boas inclinações que o Senhor me tinha dado, lastimo o mal que eu delas me soube aproveitar (V 1,1-3). 

Dava esmola conforme podia; e podia pouco. Procurava solidão para rezar as minhas devoções que eram muitas, em especial o Rosário, do qual a minha mãe era muito devota e assim nos fazia sê-lo. Gostava muito, quando jogava com outras pequenas, de fazer mosteiros como se fôssemos freiras; e parece-me que desejava sê-lo, embora não tanto como as outras coisas que já disse. 

Recordo-me que, quando morreu minha mãe, fiquei da idade de doze anos, pouco menos. Quando comecei a perceber o que tinha perdido, fui-me, aflita, a uma imagem de Nossa Senhora e supliquei-Lhe, com muitas lágrimas, que fosse minha Mãe. Embora o fizesse com simplicidade, parece-me que me tem valido; porque conhecidamente tenho encontrado esta Virgem soberana, sempre que me tenho encomendado a Ela, e, enfim, fez-me Sua. Aflige-me agora ver e pensar o motivo de eu não ter ficado empenhada nos bons desejos com que comecei (Vida, 6-7).

Santa Teresa de Jesus

 
Domingo da Santíssima Trindade - Ano C

DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE (ANO C)

26 de Maio de 2013

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 16, 12-15)

12«Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora. 13Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará por si próprio, mas há-de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que há-de vir. 14Ele há-de manifestar a minha glória, porque receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer. 15Tudo o que o Pai tem é meu; por isso é que Eu disse: 'Receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer'.»

Preâmbulo

Logo de início, é importante inserir esta passagem do Evangelho de São João no seu contexto. As palavras de Jesus em João 16, 12-15 fazem parte da secção que os exegetas chamam “o livro da revelação” (13, 1- 17, 26). Jesus no discurso de despedida, revela a sua profunda intimidade, chama amigos aos seus e promete-lhes o seu Espírito Santo que os acompanhará no acolhimento do mistério da sua Pessoa. Os discípulos são convidados a crescer no amor para com o Mestre, que se oferece totalmente a eles.

Nesta secção há três sequências ou partes bem delimitadas. A primeira compreende os capítulos 13-14 e tem como fio condutor o seguinte tema: a nova comunidade está fundada sobre o mandamento novo do amor. Com as suas instruções Jesus explica que a prática do amor é o itinerário que a comunidade deve percorrer na sua caminhada para o Pai. Na segunda Jesus descreve o rosto da comunidade no meio do mundo. Recorda aos discípulos que a comunidade por Ele fundada desenvolve a sua missão num mundo hostil e somente através da prática do amor é possível o seu crescimento agregando novos membros. Nisto consiste o “dar frutos” por parte da comunidade. Estas são as condições pedidas para um amor fecundo no mundo: estar unidos a Jesus. D'Ele promana a vida – o Espírito (Jo 15, 1-6); a união a Jesus com um amor que responde ao seu, de modo que se estabeleça uma relação de amizade entre Jesus e os seus discípulos (Jo 15, 7-17).

Ainda que a missão da comunidade, do mesmo modo que a de Jesus, se desenvolva no meio do ódio do mundo (Jo 15, 18-25), contudo, os discípulos serão sustentados pelo Espírito (Jo 15, 26-16, 15). Jesus diz-lhes que a missão no mundo comporta dor e alegria e que Ele estará ausente-presente (Jo 16, 16, 23a), mas assegura-lhes o amor do Pai e a vitória sobre o mundo (Jo 16, 23b-33). A terceira parte da secção contém a prece de Jesus: Ele roga pela comunidade do presente (Jo 17, 6-19); pela comunidade futura (Jo 17, 20-23) e manifesta o desejo de que o Pai honre todos os que o reconheceram e, finalmente, que se realize a sua obra no mundo (Jo 17, 24-26).

A voz do Espírito é a voz do próprio Jesus

Anteriormente em João 15, 15 Jesus disse aos seus discípulos o que ouvira ao Pai. Esta mensagem não seria nem poderia ser compreendida pelos seus discípulos em todo o seu alcance. O motivo é que os discípulos desconhecem por agora o significado da morte de Jesus na cruz e a substituição do antigo modo de ser salvo. Com a sua morte abre-se uma nova e definitiva intervenção salvífica na vida da humanidade. Os discípulos compreenderão as palavras e os gestos de Jesus depois da sua ressurreição (Jo 2, 22) ou depois da sua morte (Jo 12, 16). No ensinamento de Jesus há tantas realidades e tantas mensagens que só poderão ser compreendidas pouco a pouco à medida que a comunidade seja colocada diante de novos acontecimentos e circunstâncias; é na vida diária, compreendida à luz da ressurreição, que se poderá compreender o significado da sua morte-exaltação.

Será o Espírito Santo o profeta de Jesus. Ele comunicará aos discípulos o que tiver ouvido d'Ele. Na missão que a comunidade de Jesus realizará, o Espírito Santo comunica-lhe a verdade, no sentido de explicar e ajudar a aplicar o que Jesus é e o que significa como revelação do amor do Pai. Com as suas mensagens proféticas a comunidade dos discípulos não transmite uma nova doutrina, mas propõe continuamente a realidade da pessoa de Jesus, conteúdo do seu testemunho e orientação da sua missão no mundo. A voz do Espírito Santo, que a comunidade perceberá, é a voz do próprio Jesus. No seguimento das pegadas dos profetas do Antigo Testamento, que interpretavam a história à luz da aliança, O Espírito Santo mostra-se determinante para fazer conhecer Jesus dando à comunidade dos crentes a chave para compreender a história como um confronto contínuo entre o que o “mundo” representa e o projecto de Deus. O ponto de partida para ler a própria presença no mundo é a morte-exaltação de Jesus e crescendo sempre mais na sua compreensão, os cristãos poderão descobrir nos acontecimentos diários “o pecado do mundo” e os seus efeitos nocivos.

É determinante o papel do Espírito Santo como intérprete da vida de Jesus na vida dos discípulos: é o seu guia no compromisso a favor do homem. Para obter êxito na sua actividade a favor do homem devem, por um lado, escutar as problemáticas da vida e da história e, por outro, estar atentos à voz do Espírito Santo, única fonte atendível para encontrar o verdadeiro sentido dos acontecimentos históricos no mundo.

A voz do Espírito Santo: o verdadeiro intérprete da história

Depois Jesus explica as modalidades através das quais o Espírito Santo interpreta a vida e a história humana. Antes de tudo manifestando a sua “glória”, o que quer dizer que tomará “do que é meu”. Mais especificamente “do que é meu” quer dizer que o Espírito Santo toma de Jesus a mensagem, tudo o que Ele disse. Manifestar a glória quer dizer manifestar o amor que Ele mostrou na sua morte. Estas palavras de Jesus são muito importantes porque evitam reduzir a acção do Espírito Santo a uma iluminação. O papel do Espírito é a comunicação do amor de Jesus e colocar as palavras de Jesus em sintonia com a sua mensagem, mas também com o sentido mais profundo da sua vida: o amor demonstrado dando a própria vida na cruz. Nisto consiste o papel do Espírito Santo, Espírito de verdade. São dois os aspectos do papel do Espírito Santo que permitem à comunidade dos crentes interpretar a história: escutar a mensagem e penetrar nela e estar em harmonia com o amor. Melhor ainda, as palavras de Jesus pretendem comunicar que só através da comunicação do amor por parte do Espírito Santo é possível conhecer quem é o homem, entender a finalidade da sua vida, e construir um mundo novo. O modelo é sempre o amor de Jesus.

Jesus, o Pai, o Espírito Santo e a comunidade dos crentes (v. 15)

Quando Jesus diz que “tudo o que o Pai tem é meu” o que quer dizer? Primeiro: tudo o que Jesus tem é em comum com o Pai. O primeiro dom do Pai a Jesus foi a sua glória (Jo 1, 14), mais especificamente, o amor fiel, o Espírito (Jo 1, 3; 17, 10). Esta comunicação não deve ser entendida como estática mas dinâmica, quer dizer, contínua e recíproca. Neste sentido o Pai e Jesus são um. Tal comunicação recíproca e constante impregna a actividade de Jesus, o qual pode realizar as obras do Pai e o seu desígnio acerca da criação. Os crentes para serem capazes de entender e interpretar a história são chamados a estar em sintonia com Jesus, aceitando na sua existência a realidade do seu amor e concretizando-o a favor do homem. O plano do Pai que se realizou na vida de Jesus deve realizar-se na comunidade dos crentes e deve orientar o empenhamento dos crentes na promoção da vida dos homens. Quem realiza o plano do Pai na vida de Jesus? É o Espírito Santo, que unindo Jesus ao Pai, realiza e leva ao cumprimento o projecto do Pai e torna a comunidade dos crentes participante desta actividade dinâmica de Jesus: “receberá do que é meu”. A comunidade, graças à acção do Espírito da verdade, escuta-o e comunica-o concretamente como amor.

O Espírito Santo comunica aos discípulos de Jesus toda a verdade e riqueza de Jesus; o lugar em que habita é Jesus; “vem” na comunidade; acolhido, faz da comunidade participante do amor de Jesus.

Algumas perguntas

  • Hoje existe um grande perigo que ameaça as comunidades cristãs. Estamos a cair na tentação de dividir Jesus, seguindo ou a um Jesus homem que com o seu agir mudou a história ou a um Jesus glorioso separado da sua existência terrena e, portanto, da nossa?
  • Estamos conscientes de que Jesus não é só um exemplo do passado mas é também, e sobretudo, o Salvador que está presente hoje no meio de nós? Que Jesus não é só objecto de contemplação e alegria mas o Messias com quem é preciso colaborar através do seu seguimento e da sua obra?
  • Deus não é uma abstracção, mas o Pai faz-se visível em Jesus. Empenhas-te em “vê-lo” e reconhecê-lo na humanidade de Jesus?
  • Estás atento ao Espírito da verdade que te comunica a verdade total acerca de Jesus?
 
O Espírito Santo e a vida cristã

O ESPÍRITO SANTO E A VIDA CRISTÃ

A partir do Baptismo, o Espírito Santo habita no cristão como no seu templo. O apóstolo Paulo em 1Cor 3, 16 pergunta: “Não sabeis que... o Espírito de Deus habita em vós?”. A acção do Espírito Santo penetra no mais íntimo do homem, no coração dos seus fiéis, e aí derrama a luz e a graça de vida.

O cristão, mediante a inabitação do Espírito Santo, entra numa relação particular com Deus que se alarga a todas as relações interpessoais, tanto no âmbito familiar como no social. Quando o apóstolo recomenda “Não entristeçais o Espírito Santo de Deus” (Ef 4, 30), baseia-se nesta verdade revelada: a presença pessoal de um Hóspede interior, que pode ser entristecido por causa do pecado, visto este ser sempre contrário ao amor. Graças à força do Espírito que habita em nós, o Pai e o Filho vêm também habitar em cada um de nós. O dom do Espírito Santo eleva-nos e assimila-nos a Deus no nosso ser e no nosso agir; faz-nos participantes do seu conhecimento e do seu amor e faz com que nos abramos às pessoas divinas e que permaneçam connosco.

A vida do cristão é uma existência espiritual, uma vida animada e guiada pelo Espírito para a santidade ou perfeição da caridade. Graças ao Espírito e guiados por ele, o cristão tem a força necessária para lutar contra tudo o que se opõe ao Espírito. Nós, cristãos, cremos firmemente que o Espírito Santo está e caminha connosco, acompanha-nos ao longo do nosso caminho de santificação, age e actua no mais íntimo de cada um: é o que chamamos as graças actuais, através das quais a nossa inteligência, vontade, sentimentos, impulsos, etc., estão impregnados da sua presença e da sua força e ajudam-nos a actuar de acordo com o que Espírito nos diz ou inspira.

A vida cristã é seguir Cristo, quer dizer, é seguimento: “Vem e segue-me” (Mt 19, 21), que não é dirigido unicamente a uma classe de cristãos a quem se confia uma missão particular e especial, mas dirige-se a todos os discípulos de Cristo. Seguir Jesus Cristo é o fundamento original e essencial da vida cristã. O Papa João Paulo II disse: “Não se trata somente de escutar um ensinamento e cumprir um mandamento, mas de algo mais radical: aderir à pessoa de Jesus, compartilhar a sua vida e o seu destino, participar da sua livre e amorosa obediência para com o Pai. Seguir Cristo não e um convite exterior, mas afecta o homem na sua interioridade mais profunda. Ser discípulo de Jesus significa tornar-se conforme a Ele, que se fez servo de todos até ao dom de si mesmo na cruz (cf. Fil 2, 5-8). Mediante a fé, Cristo habita no coração dos crentes (cf. Ef 3, 17), o discípulo assemelha-se ao seu Senhor e configura-se com ele, o que é fruto da graça, da presença operante do Espírito Santo em nós”.

Como conclusão, podemos afirmar que a vida segundo o Espírito, cujo fruto é a santificação (cf. Rm 6, 22; Gal 5, 22), suscita e exige de todos e de cada um dos baptizados o seguimento e a imitação de Jesus Cristo, o acolhimento das Bem-aventuranças, a escuta e meditação da Palavra de Deus, a participação consciente e activa na vida litúrgica e sacramental da Igreja, a oração individual, familiar e comunitária, a fome e sede de justiça, levar à prática o mandamento do amor em todas as circunstâncias da vida e o serviço aos irmãos, especialmente se se trata dos mais pequenos, dos pobres e dos que sofrem.

Os dons do Espírito Santo

Para que o cristão possa lutar, o Espírito Santo oferece-lhe os seus sete dons, que são disposições permanentes que tornam o homem dócil para seguir as inspirações do Espírito. Estes dons são sete:

Sabedoria. Dá-nos a capacidade especial para julgar as coisas humanas segundo a medida de Deus. Iluminado por este dom, o cristão sabe ver interiormente as realidades deste mundo; ninguém melhor do que ele é capaz de apreciar os valores autênticos da criação, olhando-os com os mesmos olhos de Deus.

Ciência. O homem iluminado pelo dom da ciência, conhece o verdadeiro valor das criaturas na sua relação com o Criador. E não estima as criaturas mais do que valem e não coloca nelas, mas em Deus, o fim da própria vida.

Conselho. Este dom actua como um sopro novo na consciência, sugerindo o que é lícito, o que corresponde o que convém mais à alma. O cristão ajudado por este dom, penetra no verdadeiro sentido dos valores evangélicos, especialmente os que são manifestados pelo sermão da montanha.

Piedade. Mediante este dom, o Espírito cura o nosso coração de todo o tipo de dureza e abre-o à ternura em relação a Deus e aos irmãos. O dom da piedade orienta e alimenta a necessidade de recorrer a Deus para alcançar graça, ajuda e perdão. Além disto, extingue do coração os focos de tensão e de divisão como a amargura, a cólera, a impaciência e alimenta-o com sentimentos de compreensão, tolerância e perdão.

Temor de Deus. Com este dom, o Espírito infunde na alma sobretudo o temor filial, que é o amor de Deus, o que leva a alma a não desgostar Deus, amado como Pai, e a não a ofender em nada, e permanecer e crescer na caridade.

Entendimento. Mediante este dom o Espírito Santo que “perscruta as profundidades de Deus” (1Cor 2, 10), comunica ao crente essa capacidade penetrante que lhe abre o coração à gozosa percepção do desígnio amoroso de Deus, ao mesmo tempo que torna também mais penetrante e límpido o olhar sobre as coisas humanas. Graças a ela consegue-se ver melhor os numerosos sinais de Deus inscritos na criação.

Fortaleza. O dom da fortaleza é um impulso sobrenatural que dá vigor à alma nas habituais dificuldades: na luta para permanecer coerentes com os próprios princípios, no suportar as ofensas e ataques injustos; na perseverança valorosa, mesmo no meio de incompreensões e hostilidades, no caminho da verdade e da honradez. Temos de invocar o Espírito Santo para que nos conceda este dom para permanecermos firmes e decididos no caminho do bem. Então poderemos dizer com São Paulo: “Comprazo-me nas minhas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por Cristo; pois quando sou débil então é quando sou forte” (2Cor 12, 10).

VINDE, Ó SANTO ESPÍRITO

Vinde, ó Santo Espírito, / vinde, amor ardente, / acendei na terra / vossa luz fulgente. / Vinde, pai dos pobres: / na dor e aflições, / vinde encher de gozo / nossos corações. / Benfeitor supremo / em todo o momento, / habitando em nós / sois o nosso alento. / Descanso na luta / e na paz encanto, /   no calor sois brisa, / conforto no pranto. / Luz de santidade, / que no céu ardeis, / abrasai as almas / dos vossos fiéis. / Sem a vossa força / e favor clemente, / nada há no homem / que seja inocente. / Lavai nossas manchas, / a aridez regai, / sarai os enfermos e a todos salvai. / Abrandai durezas / para os caminhantes, / animai os tristes, / guiai os errantes. / Vossos sete dons/ concedei à alma / do que em vós confia: / virtude na vida, / amparo na morte, / no céu alegria. Amen.

 
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