foto17.jpg
Está aqui:   Início
O Carmelo

"O Carmelo é uma riqueza

para todas as comunidades cristãs".

(João Paulo II)

  

 A Ordem Carmelita é uma Ordem Religiosa Católica de Homens e Mulheres que, inspirados pelo espírito do Profeta Elias e da Bem-Aventurada Virgem Maria, tentam viver uma vida no seguimento de Jesus Cristo através da Contemplação, Fraternidade e Serviço no meio do povo.

 

 

 
IV Domingo do Advento - Ano B

4º DOMINGO DO ADVENTO (ANO B) 

21 de Dezembro de 2014

 alt

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 1, 26-38)

26Ao sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, 27a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria. 28Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo.» 29Ao ouvir estas palavras, ela perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal saudação. 30Disse-lhe o anjo: «Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus. 31Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. 32Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David, 33reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim.»

34Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?» 35O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus. 36Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril, 37porque nada é impossível a Deus.» 38Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E o anjo retirou-se de junto dela.

Algumas perguntas:

- “No sexto mês”: vêem os meus olhos os anjos através dos quais Deus quer visitar-me?
- “Não temas”: os nossos temores nascem do medo ou da angústia, ou sobretudo da percepção de um mistério que nos ultrapassa e envolve pessoalmente?
- “Para Deus nada é impossível”: criar é obra de Deus e acolher é dever do homem. Torno possível na minha vida a concepção de uma existência moldada pelo Espírito de Deus?

Chave de leitura:

v. 26-27. Ao sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus, a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David; e o nome da Virgem era Maria. “Ao sexto mês”: este é um momento preciso para os que leram a passagem anterior do Evangelho, o encontro do anjo Gabriel com Zacarias no templo. Mas, para Maria, que não o sabe, este sexto mês é o seu “hoje”. Assim como foi para ela, assim o é para nós: há um dia singular, o tempo do convite para entrar no projecto preparado para nós. Mas este hoje não é um tempo isolado, estando relacionado com os tempos dos outros, sendo cada um único e irrepetível, um hoje a ser estabelecido a par de outros “hoje” até ao momento em que a Palavra de Deus se cumpra. O caminho da graça é muito linear. O sujeito é Deus. O termo de referência: a virgem. O intermediário: o anjo Gabriel. Tudo é nomeado: a cidade é chamada Nazaré; a virgem, Maria; o homem que a desposou, José. Tudo tem um contexto histórico minucioso. O sexto mês é o da gravidez de Isabel. A virgem é a esposa prometida. José é da Casa de David. Deus não vem casualmente, Ele vem nos parâmetros já existentes, os humanos, traçados por pessoas que têm um nome.

v. 28. E, entrando, disse-lhe: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo.” A palavra evangélica “entrar junto a ela” pode conter dois significados. Um: entrando em sua casa. Outro: entrando nela. Então Maria viu o anjo ou não o viu? Viu-o e escutou-o. E isto é verdadeiro porque de imediato tudo se realizará. Com que olhos o viu? Com os do corpo ou com os do seu espírito? O mistério do encontro do homem com Deus não se pode explicar. Acontece, e basta. É um encontro que deixa o sinal, e aqui está a grandeza do acontecimento. A cheia de graça não tem outros olhos senão os do espírito. Para ela não existe senão um olhar, o do espírito, o olhar transparente do coração puro que pode ver Deus sem morrer.

v. 29. Ao ouvir estas palavras, ela perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal saudação. É lícita a perturbação de Maria. A percepção do seu ser, ainda que entrelaçado de graça, não lhe permite discriminar juízos entre si e os outros; portanto ela não sabe que está cheia de graça. Para ela é natural ser como é, aderir sempre ao bem e em qualquer lugar, para aquela atracção que a transporta ao alto.

v. 30. O anjo disse-lhe: “Não temas, Maria, porque achaste graça diante de Deus”. O temor de Maria é o retroceder dos pequenos que se surpreendem por serem objectos de atenção por parte de alguém muito importante. E se este alguém é Deus como não pode ser grande o temor? Dar-se conta da própria pequenez e do que se tem, acontece por um dom gratuito de amor.

v. 31. Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. O projecto divino fica claro. Conceber, dar à luz, chamá-lo. O Salvador já está aí, nas palavras do anjo. Que maravilha! Séculos e séculos de espera encontram-se em poucas sílabas: Jesus.

v. 32-33. Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David, reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim. Quando o Senhor se aproxima do homem para chamá-lo para o tornar participante dos seus pensamentos de redenção, diz-se integralmente. O que fica na obscuridade é a modalidade da cooperação humana. Porque ao homem resta-lhe a liberdade de concretizar o que é o cumprimento do seu pensamento. Parte-se daqui: um filho “imprevisto”. Chega-se até aqui: o Filho do Altíssimo, que se sentará no trono de David e reinará para sempre. Estes são os meios: a tua pessoa. Agora toca a ti ser a  protagonista.

v. 34. Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?». Maria pergunta ao anjo como se realizará a vontade de Deus. Não duvida de Deus, sabe que a Palavra pronunciada por Deus é sempre possível. Está certa que o seu desejo e propósito de não “conhecer homem” ficará como tal, porque Deus não anula os planos dos seus filhos, traçados pelos desejos mais autênticos. Sabe que este plano estará ao serviço daquele projecto apenas escutado. Mas não consegue entender como acontecerá. E então pergunta, simplesmente pergunta, para entender exactamente o que se lhe está a pedir.

v. 35. O anjo responde-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus». O anjo explica-lhe, Maria deverá unicamente acolher com simplicidade porque será o Espírito que vai descer sobre ela, o Altíssimo, que a cobrirá com a sua sombra. E o Santo nascerá.

v. 36-37. Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril, porque nada é impossível a Deus. A experiência de Isabel referida pelo anjo a Maria não é outra coisa senão uma ocasião de a unir com a história. Maria devia saber de Isabel, porque as duas estavam a preparar o caminho do cumprimento das promessas de Israel. João a voz, Jesus o Esposo. O plano é o mesmo.

v. 38. Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra». E o anjo retirou-se de junto dela. A resposta de Maria é essencial: “Eis aqui a serva...”. A atenção à Palavra pronunciada sobre ela é de tal dimensão que não pode senão sentir-se como “serva”: instrumento útil para a realização concreta do querer do Pai. “Faça-se em mim...”, um sim que nada tem de passivo, um sim consciente da grandeza do compromisso, um sim tornado seio fecundo a ponto de poder converter o rosto de Deus em traços humanos.

Reflexão

Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra! Eis aqui... Que palavra pode ser mais essencial e cheia de vida? Não há palavras que obriguem mais o homem do que este “estar aí”, vigilante, para conter a respiração para não perder nada da participação no Mistério. Faça-se... A escolha de Deus é digna de ser acolhida, mas requer o silêncio profundo de todo o próprio ser: faça-se em mim. Maria sabe que não é a protagonista mas a serva da vontade de Deus; pertence àquele grupo de servos a quem Jesus chamará amigos: um servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas quem é amigo, sim. Tudo o que ouvi do Pai vo-lo dei a conhecer. A sombra do Espírito que estende a tenda da sua presença sobre uma criatura tão bela pela sua disponibilidade, escutará os segredos arcanos do Eterno. E o tempo que continuará a andar para traçar novos percursos de graça encher-se-á a ponto de se derramar quando o Filho de Deus vir a luz de um espaço infinitamente pequeno para o seu poder, o espaço do limite e da contingência. Maria, o primeiro berço da palavra inefável, primeiro abraço da luz que chega, não possuiu outro tesouro senão a sua humildade: cavidade que recolhe a plenitude, pequenez que reclama o infinito, limite amado que requer um abraço de infinito.

 
Da Obediência dos Irmãos ao Prior (nº 23)

A Regra do Carmo

- Da Obediência dos Irmãos ao Prior (n.º 23) -

alt

23. E vocês, os demais irmãos, tratem o seu prior com deferência e humildade, pensando, mais do que nele mesmo, em Cristo que o colocou acima de vocês, e que diz aos que estão à frente das igrejas: Quem ouve a vocês, é a mim que ouve; quem des­preza a vocês, é a mim que despreza, a fim de que vocês não sejam condenados como réus por menosprezo, mas possam merecer por obediência a recom­pensa da vida eterna.

Um pouco de história: sobre a Regra vista como uma carta dirigida aos irmãos

O número final da Regra (RC 23) começa assim: Vocês, os demais irmãos,.... Esta maneira de falar lembra, novamente, que a Regra é uma carta. Não é um livro escrito para um público anónimo, mas sim uma carta carinhosa, escrita para aquela comunidade dos primeiros carmelitas que viviam no Monte Carmelo e que tinham um relacionamento de amizade com Alberto.

Do começo ao fim da Regra, esse grupo dos nossos primeiros irmãos fundadores está presente na mente de Alberto orientando-o na escolha das palavras e na formulação das frases. Toda a Regra está formulada na segunda pessoa (Você  ou Vocês), que aflora, constantemente, em dezanove dos vinte e quatro números, e que reaparece agora no final: Vocês, os demais irmãos. Todos são chamados de irmãos. Alberto os acolhe na família.

A própria Regra é um exercício de fraternidade. Faz acontecer o que pretende realizar. Ao lerem a carta de Alberto o irmão B. e os demais irmãos se sentiam acolhidos. A Regra não se apresenta como uma lei que, de fora, se impõe exigindo submissão, mas sim como um convite de irmão que, de dentro, anima e orienta. Fazia crescer neles o sentimento e a experiência de fraternidade.

A Regra faz acontecer a fraternidade também pelo fato de evocar o modelo de comunidade tal como aparece nos Atos dos Apóstolos e que era o ideal da Igreja renovada daquela época. Ao lerem a Regra, os frades reencontravam nela o ideal de vida que os animava.

Os quatro critérios básicos de uma Comunidade

Como deve ser uma comunidade para que seja sinal de vida nova? O Novo Testamento traz vários modelos. Por exemplo, o Evangelho de Ma­teus traz uma proposta no discurso da Comunidade (Mt 18,1-35) e outra no Sermão da Montanha (Mt 5 a 7). Marcos des­creve um projeto de comunidade através de uma série de episódios que revelam o obje­tivo da Boa Nova na vida do povo (Mc 1,16-45). Lucas, por sua vez, propõe um modelo ao descrever a vida dos primeiros cristãos. Este último era o modelo mais conhecido, que orientou Alberto na formulação do ideal da vida carmelitana. É um modelo sustentado por quatro colunas: “Eles perseveravam no ensinamento dos apóstolos, na comunhão, na fração do pão e nas orações (At 2,42). Vamos ver de perto cada coluna.

1ª coluna:  O ensinamento dos apóstolos: novo quadro de referências da vida comunitária

Como Jesus, os primeiros cristãos tiveram a coragem de romper com o ensi­na­mento dos escribas, que eram os doutores da época, e seguem agora o ensinamento de doze pescadores sem instrução (At 4,13). O ensinamento dos apóstolos é a nova interpretação da vida e da Bíblia, que os apóstolos transmitem a partir da expe­riência que tiveram da ressurreição.

A nova liderança dos apóstolos não veio da tradição ou da raça, nem do poder ou da força, nem de al­gum curso ou diploma, mas dos sinais realizados por eles na comuni­dade (At 2,43; 4,33; 5,12.15-16), e das "ordens" dadas por Jesus ressuscitado: a Madalena, aos doze apósto­los, aos 120 discípulos, às mulheres, à multidão no Monte das Oliveiras (Mt 28,18-20; Mc 16,15; Lc 24,44-49; Jo 20,23; 21,17). No exercício desta autoridade, porém, os animadores eram questionados pela comunidade (Gl 2,11-14; At 11,3) e deviam prestar contas (At 11,4-18).

2ª coluna:
 A comunhão: novo ideal da vida comunitária

Os primeiros cristãos colocavam tudo em co­mum a ponto de não haver mais necessitados entre eles (At 2,44-45;4,32.34-35). As­sim, cumpriam a Lei de Deus que dizia: "Entre vocês não pode haver pobre!" (Dt 15, 4). A comunhão (koinonia) indicava a atitude de quem não se considerava dono do que possuía, mas tinha a coragem de partilhar seus bens com os outros (Rm 15,26; 2 Cor 9,13). Esta Comunhão era sagrada. Não podia ser profanada. Quem dela abusava em benefício próprio morria para a comunidade. É a lição do episódio de Ananias e Safira (At 5,1-11).

O ideal da comunhão era chegar a uma partilha não só dos bens, mas também dos senti­mentos e da experiência de vida, a ponto de todos se tornarem um só coração e uma só alma (At 4,32; 1,14; 2,46); chegar a uma convivência sem segredos (Jo 15,15) que supera as bar­reiras provenientes de religião, classe, sexo e raça (cf Gl 3,28; Cl 3,11; 1 Cor 12,13). Esta comunhão (koinonia), nascida do Pai (1Jo 1,3), do Filho (1 Cor 1,9), e do Espírito Santo (2 Cor 13,13; Fil 2,1), se traduz em comunhão fraterna com partilha de bens.

3ª coluna:  A fração do pão: nova fonte da vida comunitária

A expressão fração do pão vem das refeições judaicas, onde o pai partilhava o pão com os filhos e com aqueles que não tinham nada. A fração do pão lembra­va as muitas vezes que Jesus tinha partilhado o pão com os discípulos e entre os pobres (Jo 6,11). Lembrava o gesto de partilha que abriu os olhos dos discípulos para a presença viva de Jesus no meio da comunidade (Lc 24,30-35). Significava sobretudo o gesto supremo do "amor até o fim" (Jo 13,1), a eucaristia, "a comunhão com o sangue e o corpo de Cristo" (1 Cor 10,16), a Páscoa do Senhor (1 Cor 11, 23-27), a memória da sua morte e ressurreição (1 Cor 11,26) que garante a vida aos que doam a vida pelos outros. A fração do pão era feita nas casas e não na majestade do templo (At 2,46; 20,7); era o lugar da liturgia "em Espírito e Verdade" (Jo 4,23). Muitas vezes, porém, a rea­lidade ficava abaixo do ideal. Paulo critica os abusos que ocorriam na comunidade de Corinto (1 Cor 11,18-22.29-34).

4ª coluna:  As Orações e a Palavra: novo ambiente da vida comunitária

Os apóstolos tinham uma dupla tarefa: “per­manecer assíduos à Oração e ao ministério da Palavra” (At 6,4). Através da Oração, os cris­tãos permaneciam unidos entre si e a Deus (At 5,12b), e se fortaleciam na hora das per­segui­ções (At 4,23-31). Apesar de seguirem uma doutrina diferente da tradicional, não rompiam com os costumes da piedade do povo, mas continuavam frequentando o Templo (At 2,46). Era lá que o povo ex­primia e vivia sua fé, e ia para rezar. Eles eram conhecidos como o grupo que se reunia no pórtico de Salomão (At 5,12). Tinham a simpatia do povo (At 2,47).

A Palavra, a Bíblia, era o livro de cabeceira, a gramática para poder ler e entender o que Deus estava falando pelos fatos da vida; a luz que os iluminava no cami­nho. Quando perseguidos, reliam o Antigo Testamento (At 4,27-31). Faziam como Jesus que, pela oração, enfrentava a tentação (Mc 14,32). Deste modo, provoca­vam um novo Pentecostes (At 4,31). A Bíblia era não só luz, mas também fonte de força.

Conclusão final: Fraternidade orante e profética no meio do povo

Nos resumos da espiritualidade carmelitana, sempre aparecem estas três palavras chaves: contemplação, fraternidade e profecia. Outra maneira para dizer a mesma coisa é fraternidade orante e profética no meio do povo. Fraternidade é o grande desafio de hoje: saber criar comunhão entre pessoas diferentes. Nos dois números finais, a Regra insiste na maturidade da vida fraterna e na dimensão de fé com que deve ser vivido o relacionamento prior-súdito e súdito-prior. A Regra coloca o exercício do poder na sua dimensão profética. A vida fraterna proposta pela Regra do Carmo não subsiste pela força da autoridade, mas pelo compromisso de cada um. É vida frágil, por isso é forte. É o sangue da Regra que ajuda a fazer crescer o Homem Interior, o Homem Novo. Ajuda a viver em obséquio de Jesus, na fraternidade orante e profética, junto dos "menores".

Resumindo: Conforme a Regra, a fraternidade carmelitana deve ser uma fraternidade que luta (RC 18-19), que trabalha (RC 20) e que silencia (RC 21). Fazendo isto, ela deixa aflorar a força do silêncio de Deus. Essa força aflora através da oração pessoal (RC 10), através da oração comunitária (RC 11), através da opção pelos pobres (RC 12-13), através da Eucaristia diária (RC 14), e através da revisão semanal e a correção fraterna (RC 15). Vivendo assim, cria-se um relacionamento maduro entre prior e súdito (RC 22) e entre súdito e prior (RC 23) que irradia a Boa Nova. A fraternidade assim vivida torna-se uma Boa Nova de Deus sobretudo para os pobres.

Agora no fim, retomamos a chave de leitura da Regra que foi apresentada no início:

I. Prólogo (RC 1-3)

RC 1: Saudação e Bênção. 
RC 2: O rumo da vida de todos: viver em obséquio de Jesus Cristo. 
RC 3: O projeto comum, próprio dos carmelitas.

II. A infra-estrutura da vida comunitária (RC 4-9)

RC 4: O Prior e os Votos: assumir o projeto da Comunidade.
RC 5: O Lugar de Moradia: preservar o deserto interior.
RC 6: A Cela dos Frades: garantir o diálogo com Deus.
RC 7: A Refeição em comum: conviver em fraternidade.
RC 8: A Estabilidade no Lugar: assumir a forma de vida dos mendicantes.
RC 9: A Cela do Prior na entrada: acolher e encaminhar os visitantes.

III. Os pontos básicos do ideal da Vida Carmelitana (RC 10-15)


RC 10: Na cela: meditar dia e noite na lei do Senhor e vigiar em orações.
RC 11: Em comunidade: o Ofício Divino ou a reza do Pai Nosso.
RC 12: Na vida: opção do Carmelo pelos "menores" através da comunhão de bens. 
RC 13: No dia-a-dia: mitigação em vista das necessidades.
RC 14: Na capela: a memória de Jesus através da Eucaristia diária. 
RC 15: Compromisso de todos: revisão semanal e correção fraterna.

IV. Os meios para alcançar o ideal (RC 16-21)

RC 16: O jejum: santificar o tempo, desde a festa da Exaltação da Cruz até à Páscoa.
RC 17: A abstinência de carne: passar pelo nada para chegar ao tudo.
RC 18: A condição humana: fragilidade que pede resistência.
RC 19: A luta da vida e as armas espirituais: não desistir nunca.
RC 20: O trabalho: ocupar o tempo e providenciar o próprio sustento.
RC 21: A prática do silêncio: esvaziar-se para Deus e os irmãos.

V. Recomendações finais para uma convivência madura (RC 22-23)

RC 22: O prior como servidor dos irmãos. 
RC 23: O respeito dos irmãos para com o prior.

VI. Epílogo (RC 24)

RC 24: Discernimento, e opção dos pobres pelo Carmelo.
 

Carlos Mesters, O. Carm.

 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Seguinte > Final >>

Pág. 1 de 17

Calendário Carmelita

Dezembro 2014
D S
30 1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30 31 1 2 3

Sondagem

Que acha deste site ...
 

Estatísticas

Visualizações de conteúdos : 513445

Utilizadores Online

Temos 19 visitantes em linha