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O Carmelo

"O Carmelo é uma riqueza

para todas as comunidades cristãs".

(João Paulo II)

  

 A Ordem Carmelita é uma Ordem Religiosa Católica de Homens e Mulheres que, inspirados pelo espírito do Profeta Elias e da Bem-Aventurada Virgem Maria, tentam viver uma vida no seguimento de Jesus Cristo através da Contemplação, Fraternidade e Serviço no meio do povo.

 

 

 
VI Domingo da Páscoa - Ano C

6º DOMINGO DA PÁSCOA (ANO C)

1 de Maio de 2016

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Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 14, 23-29)

23Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quem me ama guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. 24Quem não me tem amor não guarda as minhas palavras; e a palavra que ouvis não é minha, mas é do Pai, que me enviou.25Fui-vos revelando estas coisas enquanto tenho permanecido convosco; 26mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse é que vos ensinará tudo, e há-de recordar-vos tudo o que Eu vos disse. 27Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz. Não é como a dá o mundo, que Eu vo-la dou. Não se perturbe o vosso coração nem se acobarde. 28Ouvistes o que Eu vos disse: 'Eu vou, mas voltarei a vós.' Se me tivésseis amor, havíeis de alegrar-vos por Eu ir para o Pai, pois o Pai é mais do que Eu. 29Digo-vo-lo agora, antes que aconteça, para crerdes quando isso acontecer».

Algumas perguntas

  • Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Se olharmos para os nossos acampamentos  interiores encontramos a tenda da shekinah (presença) de Deus?
  • Quem não me tem amor não guarda as minhas palavras. As palavras que Cristo nos dirige, por causa da nossa falta de amor são palavras vazias ou, pelo contrário, observamo-las como orientadoras da nossa caminhada?
  • O Espírito Santo há-de recordar-vos tudo o que Eu vos disse. Jesus volta para o Pai mas tudo o que disse e fez permanece entre nós. Quando seremos capazes de recordar o que a graça divina realizou em nós? Acolhemos a voz do Espírito Santo que nos indica no mais íntimo de nós mesmos o significado de tudo o que aconteceu?
  • Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz. Até quando a inquietação e a mania pelo fazer, que nos afastam da fonte do ser, abandonarão o domicílio da nossa existência? Deus da paz, quando viveremos unicamente de ti, paz da nossa espera?
  • Digo-vo-lo agora, antes que aconteça, para crerdes quando isso acontecer. Antes que aconteça... Agrada a Jesus explicar-nos antecipadamente o que acontecerá, para que os acontecimentos não nos surpreendam e encontrem desprevenidos. Somos capazes de ler os sinais dos nossos acontecimentos com as palavras que escutamos d'Ele?

Chave de leitura

Vir a morar. O céu não tem melhor lugar do que o coração humano enamorado. Porque no coração dilatado, os limites alargam-se e toda a barreira de espaço e de tempo são anulados. Viver no amor equivale a viver no céu, a viver n'Aquele que é o Amor, Amor eterno.

v. 23: Quem me ama guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Na origem de toda a experiência espiritual há sempre um movimento para diante. Partindo de um pequeno passo, depois tudo se move com harmonia. E o passo a dar é somente este: Quem me ama. Pode-se amar verdadeiramente Jesus? Por que é que o seu rosto não se reflecte nas pessoas? Amar: o que significa realmente? No geral, amar, significa para nós querer-se, estar juntos, tomar decisões para construir o futuro, dar-se... mas para Jesus não é a mesma coisa. Amá-lo significa fazer como Ele fez, não retrair-se diante da dor e da morte; amar como Ele significa pôr-se aos pés dos irmãos, para responder às suas necessidades vitais; amar como Ele pode levar-nos longe... é neste amor que a palavra se converte em pão quotidiano do qual nos alimentamos e a vida se converte em céu pela presença do Pai.

vv. 24-25: Quem não me ama não guarda as minhas palavras. E a palavra não é minha mas do Pai que me enviou... Se não há amor as consequências são desastrosas. As palavras de Jesus só podem ser observadas se há amor no coração, de outro modo parecem propostas absurdas. Aquelas palavras não são de um homem, nascem do coração do Pai que propõe a cada um de nós para ser como Ele. Não se trata de fazer coisas na vida, mesmo que sejam boas. É necessário ser homens, ser filhos, ser imagem semelhante a Quem não cessa de dar-se a Si mesmo.

vv. 25-26: Fui-vos revelando estas coisas enquanto tenho permanecido convosco; mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse é que vos ensinará tudo, e há-de recordar-vos tudo o que Eu vos disse.Recordar é obra do Espírito Santo; quando durante as nossas jornadas diárias o passado desliza como algo irremediavelmente perdido e o futuro se apresenta ameaçador para nos tirar a alegria de hoje, somente o sopro divino pode fazer-nos recordar. Fazer memória do que se disse, de cada palavra saída da boca de Deus e dirigida a ti, e esquecida pelo facto de que o tempo passou.

v. 27: Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz. Não é como a dá o mundo, que Eu vo-la dou. Não se perturbe o vosso coração nem se acobarde. A paz que Cristo nos dá não é a ausência de problemas, serenidade na vida, saúde... mas plenitude de todo o bem, ausência de medo diante do que pode acontecer. O Senhor não nos assegura o bem-estar, mas a plenitude da filiação numa adesão amorosa aos seus projectos de bem para nós. Possuiremos a paz quando aprendermos a confiar no que o Pai escolhe para nós.

v. 28: Ouvistes o que Eu vos disse: 'Eu vou, mas voltarei a vós.' Se me tivésseis amor, havíeis de alegrar-vos por Eu ir para o Pai, pois o Pai é mais do que Eu. Voltamos à questão do amor. Se me amasseis, alegrar-vos-ias. Que sentido tem esta expressão nos lábios do Mestre? Poderíamos completar a frase e dizer: se me amasseis, alegrar-vos-ias por eu ir para o Pai... mas como somente pensais em vós, estais tristes porque eu vou partir. O amor dos discípulos ainda é um amor egoísta. Não amam Jesus porque não pensam n'Ele mas em si próprios. O amor que Jesus nos pede é este: um amor que se alegra porque o outro é feliz. Um amor que não pensa em si mesmo como o centro do universo, mas como um lugar em que ouvir se converte em abertura para dar e poder receber: não em troca mas como “efeito” do dom entregue.

v. 29: Digo-vo-lo agora, antes que aconteça, para crerdes quando isso acontecer. Jesus ensina os seus porque sabe que ficarão confusos e terão dificuldade em compreender. As suas palavras não desaparecem mas ficam presentes no mundo, como tesouros de compreensão para a fé. Um encontro com o Absoluto que está desde sempre e para sempre em favor do homem.

Reflexão

Amor. Palavra mágica e antiga como o mundo, palavra familiar que nasce no horizonte de cada homem no momento em que é chamado à existência. Palavra escrita nas fibras humanas como origem e como fim, como instrumento e paz, como pão e dom, como a si mesmo, como outros, como Deus. Palavra confiada à história através da nossa história diária. Amor: um pacto que sempre tem uma só denominação: homem. Sim, porque o amor coincide com o homem: amor é o ar que se respira, amor é o alimento que se nos dá, o descanso de quem confia, amor é o vínculo que faz com que a terra seja um lugar de encontro. O amor através do qual Deus contemplou a criação e disse. “E era tudo muito bom”. Não retrocedeu no seu compromisso quando o homem fez de si mesmo uma rejeição, mais do que um dom, um desprezo, mais do que uma carícia, uma pedra lançada, mais do que uma lágrima enxugada. Amou ainda mais com os olhos e o coração do Filho, até ao extremo. Este homem que se tornou chama ardente do pecado, foi redimido pelo Pai, única e exclusivamente por amor, no fogo do Espírito.

Palavra para o caminho

“Neste imenso texto (João 13,12-17,26), cujas linhas temáticas vêm e refluem e voltam a vir, à maneira das ondas do mar que vêm sobre a praia, refluem e voltam, assistimos hoje (Jo 14,26) ao segundo dos cinco dizeres de Jesus relativos à Vinda do Espírito Santo, Paráclito (paráklêtos), isto é, Defensor [Advogado de defesa], Consolador e Intérprete. Este último significado deriva do aramaico paráklita, dos rabinos, que não tem o significado usual do grego (Defensor e Consolador), mas Intérprete, aquele que traduz Deus para nós e nós para Deus, fonte permanente de comunicação, compreensão e comunhão. O Espírito Paráclito é assim o grande construtor de pontes entre nós uns com os outros e com Deus. É, por isso, que Ele é o Amor, que destrói todos os muros, preconceitos, ódios, divisões, incompreensões. Eis os cinco mencionados dizeres de Jesus sobre a Vinda do Espírito Santo, sempre dita no futuro: João 14,16; 14,26; 15,26; 16,7; 16,13-15” (António Couto).

 
Nuno Álvares Pereira e os Carmelitas

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A Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, vulgarmente conhecida por Ordem Carmelita, na qual Nuno ingressou adoptando o nome de Frei Nuno de Santa Maria, nasceu oficialmente no Monte Carmelo no século XIII mas já antes, no século XII, cavaleiros cruzados e peregrinos penitentes, juntaram-se aí, junto à fonte de Elias, vivendo uma vida de seguimento de Cristo no espírito do profetas Elias e da Virgem Maria.

Os Carmelitas estabeleceram-se em Portugal em meados do século XIV com um convento em Moura, no Alentejo. Pereira de Sant'Anna, na Crónica dos carmelitas, atribui a fundação do convento de Moura aos cavaleiros de São João de Jerusalém ou da Ordem dos Malteses, por volta de 1251. Como não tinham sacerdotes, estes cavaleiros, vindos do Oriente, trouxeram para Moura os Carmelitas, para que os assistissem espiritualmente. Estabelecido o Carmelo em Moura depressa se tornou notória a fama de santidade e ciência dos frades que habitavam este convento. Isto não passou despercebido a Nuno Álvares Pereira que, nas suas andanças guerreiras por terras alentejanas, já que estava responsável pela defesa da fronteira do Alentejo e conquistara Moura para D. João I, conheceu-os e entrou em contacto com eles. O que deve ter impressionado de modo especial o santo português foi a devoção à Santíssima Virgem e ao Profeta Elias. Refere-nos Pereira de Sant'Anna que Nuno visitava frequentemente o convento de Moura. É de admitir que através destes contactos frequentes e demorados o Condestável de Portugal foi-se imbuindo em profundidade da espiritualidade da Ordem Carmelita, ele que segundo testemunhos dos seus contemporâneos, enquanto no mundo, jejuava e rezava “como um religioso”.

Um segundo momento de ligação de Nuno Álvares Pereira aos Carmelitas prende-se com a construção do Convento de Nossa Senhora do Vencimento (Convento do Carmo de Lisboa). Na  batalha de Valverde ou até de Aljubarrota (os historiadores divergem) D. Nuno teria feito um voto, caso vencesse a batalha, de construir um convento em honra de Nossa Senhora do Vencimento. O voto tinha sido feito num momento difícil. Sentindo-se perdido e sem rumo recorreu piedosamente ao auxílio de Maria Santíssima, prometendo, caso a vitória fosse das tropas portuguesas, levantar-lhe um sumptuoso convento. E assim aconteceu. A construção começou em 16 de Julho de 1389, dia consagrado a Nossa Senhora do Carmo, mas a obra levou trinta e três anos a concluir porque, devido à estrutura do edifício e à topografia do terreno, ruiu três vezes. Por isso, só foi possível inaugurá-lo solenemente em 1422, embora, desde 1397 já estivesse em condições de ser habitado, o que veio a acontecer a partir desta data com a vinda de Carmelitas de Moura que D. Nuno convidara para povoar o novo convento.

O ponto culminante de ligação de D. Nuno aos Carmelitas é alcançado quando fixa residência no convento e, alguns anos depois, professa na Ordem como Irmão Donato. Com os seus bens mandara construir o Convento e quando se quis apartar para servir a Deus repartiu-os pelos seus netos,  companheiros de armas e pelos pobres. Inicialmente Nuno Álvares Pereira constituíra-se padroeiro e administrador perpétuo do Carmo e em Julho de 1422 fixara residência no convento, como hóspede, juntamente com outros companheiros. Há quem opine que a entrega em definitivo do convento aos Carmelitas resulta da constatação por parte do Condestável da conduta exemplar destes religiosos: primeiro quis ver se eram merecedores de serem proprietários do convento. Esta não é a opinião de Balbino Velasco Bayón que entende que sendo Nuno a trazê-los de Moura para Lisboa conhecia-os muito bem. Eis a opinião do historiador Carmelita espanhol: “Penso, antes, que esperou e encontrou nestes anos a ocasião propícia, quando o Carmelo português foi adquirindo plena autonomia e, como província, foi equiparada às demais da Ordem, como veremos. No quadro desta autonomia e estabilidade haveria que interpretar a dita entrega e a aceitação por parte dos Carmelitas do grande convento do Carmo de Lisboa e dos bens com que foi dotado pelo Condestável D. Nuno Álvares Pereira”.

A entrada de D. Nuno no convento que mandara erigir causou em todos um grande espanto e não foi compreendida por muitas pessoas que lhe eram próximas. A admiração foi ainda maior ao saber-se que tinha três propósitos que manifestara ao superior para ingressar na Ordem Carmelita: 1) – que lhe fosse permitido mendigar de porta em porta, por amor de Deus, o seu sustento; 2) – não consentir que o tratassem por outro nome a não ser Nuno de Santa Maria. Tudo o que tinha sido no mundo, ficava fora, às portas do convento; 3) – sair de Portugal, para um lugar desconhecido, e aí morrer, ignorado, sem que ninguém soubesse quem era. Quando o príncipe D. Duarte, que tinha por ele uma admiração filial, teve conhecimento disto foi visitá-lo e pediu-lhe insistentemente que pusesse de lado os três desejos que manifestara ao superior do convento. D. Nuno concordou apenas em não mudar de terra nem mendigar, habitualmente, de porta em porta. Em 15 de Agosto de 1423, enverga o hábito de simples Irmão Donato e prestava juramento de pobreza, castidade e obediência diante de Frei Afonso de Alfama, recém-eleito Superior da nova Província da Ordem do Carmo em Portugal, tomando o nome de Frei Nuno de Santa Maria. O Irmão Donato era o cargo mais humilde do convento dentro da hierarquia da Ordem.

No convento, Frei Nuno de Santa Maria cumpria e excedia a Regra carmelita na oração, na mortificação, no silêncio, no jejum e no serviço. “Conta Pereira de Sant'Anna que, na portaria do convento, gostava de distribuir sopa aos pobres usando uma grande caldeira de cobre que servira, em campanha, para o rancho da tropa” A sua cela era de uma pobreza extrema. Tinha como ornamentos um crucifixo, uma manta muito poída, que só usava no Inverno, e alguns cilícios e disciplinas com que macerava o corpo. Era de uma humildade extrema. Exemplificativo da sua humildade era a maneira como se comportava com Fr. João Gonçalves, que tinha sido seu criado e que agora era sacerdote. Confiaram a Frei Nuno o arranjo da cela do antigo criado. Ele fazia-o com tanto cuidado e humildade como se toda a sua vida tivesse sido criado do próprio criado. Quando Fr. João Gonçalves passava pela portaria onde Fr. Nuno se encontrava muitas vezes exercendo o ofício de porteiro ou atendendo algum pobre, levantava-se prontamente, corria para ele e, de joelhos, beijava-lhe com devoção o escapulário.

Apesar da idade e de proceder de linhagem nobre, não recusava nenhum trabalho por mais duro que fosse. Quando o advertiam para que se resguardasse dos trabalhos mais duros e mais humildes, respondia dizendo que “na casa de Deus tudo é tão ilustre que até os serviços mais baixos têm de ser altos”. A quem lhe recomendava que poupasse as suas já débeis energias, respondia que não entrara para o convento para descansar, mas para trabalhar e que o serviço nada teria de agradável a Deus se não fosse custoso.

O homem habituado a mandar, a definir estratégias, a comandar exércitos era causa de admiração de todos os seus confrades pela obediência generosa e imediata. Uma coisa o preocupava: cumprir escrupulosamente tudo o que a Regra e os superiores lhe ordenavam.

O exercício da caridade por parte de Frei Nuno de Santa Maria não se limitava ao interior do convento ou à portaria do mesmo onde os pobres acorriam em busca da sopa, do pão e das esmolas. Os doentes sempre lhe mereceram uma atenção especial. Visitava frequentemente os da própria comunidade a quem confortava e prestava todos os serviços que pediam ou visse que fossem necessários, como era frequente vê-lo pelas ruas de Lisboa à procura de algum dos seus antigos companheiros de armas que estivesse doente ou de algum dos seus pobres de quem estranhava a ausência da portaria do convento. Quando via que a doença se agravava e a morte estava próxima, chamava algum sacerdote para administrar o sacramento da Santa Unção e, frequentemente, acompanhava o enfermo rezando junto dele algumas preces e jaculatórias, invocando Jesus e Maria.

Se durante toda a sua vida de militar teve uma especial devoção para com o Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora, agora, no convento, liberto de outras preocupações, passava longos períodos de tempo em adoração junto do Sacrário e dirigia constantes orações a Nossa Senhora.

O seu amor pela Virgem do Monte Carmelo levou-o a promover o culto mariano, mediante a devoção pelo significado do Escapulário. Com efeito, começou por convidar pessoas do seu conhecimento, tanto nobres como pobres, a reunirem-se para a prática devocional do Escapulário, dando origem à primeira Confraria de Leigos em Lisboa, chamada “Confraria do Bentinho”, origem da futura Ordem Terceira Secular. Foi, portanto, o fundador, do movimento do laicado carmelita.

Foi no Convento do Carmo, com quase setenta e um anos de idade, que faleceu no dia 1 de Abril de 1431. Ao entrar em agonia rogou que lhe lessem o Evangelho da Paixão segundo São João. Na altura em que Cristo, dirigindo-se a Maria e apresentando-lhe João, lhe diz: “Mulher, eis o teu filho!”, Nuno expirou. Também ele se entregava agora definitivamente à Mãe que sempre venerara e de quem sempre se sentira filho dilecto. Era dia de Páscoa! A notícia da morte correu célere por toda a parte e foi grande a mágoa e o pranto de grandes e pequenos. Entre os confrades Carmelitas, o povo de Lisboa e a corte de D. João I não restavam dúvidas quanto às excepcionais virtudes cristãs e à santidade do homem que foi enterrado no convento do Carmo em campa rasa. “O povo fiel que se move pelo sentido de Cristo, depressa começou a ver em Nuno Álvares o Santo e a festejar com cânticos e bailes populares que reflectem esta convicção, o que prova que havia sintonia entre a documentação e a alma das gentes, quando se tratava de venerar o Conde Santo” (Balbino Velasco Bayón) e também a serem-lhe atribuídos, por sua intercessão, milagres e graças.

Manuel Castro, O. Carm.

 
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