"A reconciliação só é possível com a coragem de quebrar a cadeia do ressentimento", diz o Papa na Catedral de Metz, último compromisso da viagem de 4 dias que também passou por Paris e Lourdes. Leão fala sobre se percorrer um caminho de conversão, como aconteceu na própria cidade fronteiriça marcada por disputas e guerras: perante a injustiça, "o único caminho de salvação para o homem é o amor que cuida do outro". Metz é "chamada hoje, mais do que nunca, a ser um farol de esperança".
Após a visita realizada em julho passado à Ucrânia, o purpurado está na Rússia para três dias de encontros institucionais, de 28 a 30 de setembro, com o objetivo de dar andamento aos dossiês relativos aos prisioneiros de guerra e às crianças transferidas de seus territórios de origem
No palco do Centro de Congressos Schuman, em Metz, o presidente francês abriu o encontro “Nas raízes da Europa pela paz e pela unidade”. Em seu discurso, na presença do Papa, o chefe de Estado afirmou que o continente europeu deve ter “a coragem de não ceder ao isolamento, ao ódio ao outro, ao retorno dos nacionalismos que dividem”. Em seguida, o cardeal Jean Marc Aveline destacou que a reconciliação “é sempre possível, contra tudo e todos”.