3º Domingo do Tempo Comum, ano A – 25 de janeiro de 2026


tarrafa 02

Acolhimento. Sinal da cruz. Oração inicial. Invocação do Espírito Santo:

A. Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis
T. E acendei neles o fogo do vosso amor.
A. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado
T. E renovareis a face da terra.

A. Oremos. Senhor, nosso Deus, que iluminastes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, tornai-nos dóceis às suas inspirações, para apreciarmos retamente todas as coisas e gozarmos sempre da sua consolação. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amen.

 

1) LEITURA (Que diz o texto? Que verdade eterna, que convite/promessa de Deus traz?)

Leitura do Evangelho segundo S. Mateus (4,12-23) 

4,12Quando Jesus ouviu dizer que João tinha sido entregue, retirou-se para a Galileia. 13Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, terra à beira-mar, nos confins de Zabulão e Neftali, 14para que se cumprisse o que foi dito por meio do profeta Isaías: 15«Terra de Zabulão e terra de Neftali, Caminho do Mar, Além-Jordão, Galileia dos gentios: 16o povo que estava sentado nas trevas viu uma grande luz; e para os que estavam sentados na região e na sombra da morte uma luz despontou». 17Desde então, Jesus começou a pregar e a dizer: «Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus». 18Caminhando junto ao mar da Galileia viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, lançando a tarrafa ao mar, pois eram pescadores. 19E diz-lhes: «Vinde após mim e farei de vós pescadores de homens». 20E eles, deixando logo as redes, seguiram-no. 21E avançando dali, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco com Zebedeu, seu pai, a limpar as suas redes; e chamou-os; 22e eles, deixando logo o barco e o seu pai, seguiram-no. 23Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas sinagogas deles, pregando o Evangelho do Reino e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.

     Ler a primeira vez… Em silêncio, deixar a Palavra ecoar no coração… Observações:

  • v. 12. Quando Jesus ouviu dizer que João tinha sido entregue, retirou-se para a Galileia.

    (vv. 12-17: Mc 1,14s; Lc 4,14s). A passagem de hoje introduz o anúncio do Reino de Deus por Jesus. O texto compõe-se de três partes. A primeira (vv. 12-16) situa-nos na Galileia (he. “distrito”), a região norte de Israel, com uma população mista, composta na sua maioria por gentios e também por judeus (pensa-se que numa proporção de dois para um). É para lá que Jesus vai (Jo 4,3.44), depois de ouvir dizer que João Batista tinha sido “entregue”, isto é, preso (11,2; 14,3.13p). Mateus indica assim que a missão de Jesus, que agora se inicia, consumar-se-á, tal como a de João, na sua “entrega” à morte (17,22; 20,18s; 26,2.45; 27,2.18.26; cf. 10,4; 26,15s.21.23ss.46.48; 27,3s). Mostra também que, apesar das ameaças e da oposição dos grandes, nada pode deter a obra de Deus: o anúncio e instauração do Reino dos céus, que Jesus levará até ao fim (28,20).

  • v. 13. Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, terra à beira-mar, nos confins de Zabulão e Neftali,

    v. 13
    : Lc 4,31; Jo 2,12. Jesus deixa então Nazaré, onde fora criado (2,23), e vai morar em Cafarnaum (11,23; “aldeia de Naum”, conforto), cidade na margem NW do lago de Genesaré, perto da região da tribo de Zabulão, no território de Neftali, ao lado da qual passava o “Caminho do Mar” (a Via maris, que ligava o Egito à Síria, Anatólia  e Mesopotâmia). Considerada a capital judaica da Galileia (porque Tiberíades, a capital política, a 17 km SW dali, era evitada pelos judeus, para não se tornarem impuros, por ela inadvertidamente ter sido edificada sobre um cemitério), Cafarnaum era um ponto de encontro e uma porta de entrada para os gentios.

  • v. 14. Para que se cumprisse o que foi dito por meio do profeta Isaías.

    Jesus não parte de Jerusalém, com uma ação fulgurante, como se esperava do Messias (Ml 3,1ss), mas da periferia. Mateus, que escreve para judeo-cristãos, conhecedores do AT, explica-o, recorrendo à fórmula de cumprimento escriturístico, típica do seu Evangelho: isto aconteceu “para que se cumprisse a palavra” (plêrôthê tó rêthen, 5ª de 10x: 1,22; 2,15.17.23; 8,17; 12,17; 13,35; 21,4; 27,9) da Escritura que cita.

  • v. 15. «Terra de Zabulão e terra de Neftali, Caminho do Mar, Além-Jordão, Galileia dos gentios.

    Mateus cita Is 8,23-9,1, descobrindo aí um significado mais profundo. A região que primeiro tinha sido humilhada com a deportação do povo de Israel para o exílio por Teglatfalasar III, em 734 a.C. (2Rs 15,29), e depois, após a queda da Samaria, em 721 a.C., e foi colonizada por gentios (2Rs 17,24-41; 1Ma 5,15; Jo 7,52), é também a primeira onde irrompe a Boa nova da salvação.

  • v. 16. O povo que estava sentado nas trevas viu uma grande luz; e para os que estavam sentados na região e na sombra da morte uma luz despontou».

    A “grande luz” que brilhou para “o povo que estava sentado (ou seja, habitava) nas trevas” e “despontou” “para os que estavam sentados na região e na sombra da morte”, ou seja, para os que estavam na morte (cf. Jb 3,5; 10,21s) do pecado (At 26,18; Rm 2,19), é Jesus – que, na sua pessoa, palavra e obra (cf. Lc 1,78s; 2,32; Jo 1,9; 2Sm 23,2-5), inicia um novo êxodo (cf. Jr 2,6s), fazendo despontar um novo dia (cf. Is 59,20; 60,1s) e inaugurando uma nova criação (cf. Gn 1,3: “Haja luz”) – e o Evangelho, cuja luz começa a brilhar (2Cor 4,4.6; 2Tm 1,10) primeiro na Galileia, para depois se estender aos gentios e a toda a terra (28,16ss). Desde o início, a mensagem de Jesus tem uma intencionalidade universal.

  • v. 17. Desde então, Jesus começou a pregar e a dizer: «Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus».

    Na segunda parte do texto (vv. 17-22), Mateus narra o início da missão de Jesus, enuncia o conteúdo básico da Sua pregação, apresenta os primeiros discípulos e mostra o Reino como uma realidade já presente e atuante em Jesus.

    v. 17: 3,1-2. “Desde então Jesus começou” (16,21) é uma expressão que em Mateus assinala o início de uma nova etapa na missão de Jesus.

    “A pregar”. “Pregar” (gr. keryssô) significa: a) “apregoar” um decreto, b) uma notícia importante; c) publicitar uma oferta ou recompensa. O arauto (gr. keryx: 1Tm 2,7; 2Tm 1,11), apregoava em alta voz a mensagem ou notícia (kerygma), que, no caso de ser publicitada por iniciativa real, ou, como aqui, por iniciativa mais que imperial, divina, se destinava a todos os povos, nações e línguas (Dn 3,4). Este querigma, iniciado por João Batista e retomado por Jesus, “desde então” nunca mais deixou de ressoar sobre a terra, devendo ser levado a toda a humanidade e atravessar todos os tempos (28,20; Mc 16,15).

    Jesus retoma à letra o querigma de João Batista (3,2): “Arrependei-vos porque o Reino dos céus está próximo”. Ao invés, porém, de João, que vivia no deserto (3,2.5), Jesus toma a iniciativa de ir ao encontro dos outros, alargando a sua ação a toda a Palestina e a todo o tipo de pessoas.

    O querigma começa com um apelo profético ao “arrependimento” (gr. metanóia). “Arrepender-se” não é apenas, como no AT, “voltar a Deus” (he. shuv; gr. ana/-epi/stréfô, “conversão”), arrependendo-se do pecado e deixando o mal (cf. Sr 48,15; Jr 8,6), mas também e, sobretudo, uma mudança interior, de perspetiva, mentalidade, sentimentos, atitudes e gestos, a partir da orientação da própria vida para Deus, pondo-O no centro dela e dando-Lhe a primazia, para escutar a sua voz e fazer a sua vontade, abertos à Sua novidade (cf. Sr 17,24ss).

    No AT, o arrependimento refere-se sobretudo a Deus, que “se arrepende” (he. naham: Am 7,3.6; Jr 18,8; Jl 2,13.14; Jn 3,9.10; 4,2) do castigo com que ameaçara o homem e o perdoa, usando de misericórdia para com ele. O apelo de Jesus visa, ao fim e ao cabo, a um voltar para Deus, para a Ele se agarrar, abrindo-se aos Seus sentimentos, maneira de pensar e de agir, para seguir os Seus caminhos, atendendo à Sua palavra, revelados por Jesus.

    A urgência do arrependimento impõe-se em razão do Reino que “se aproximou”. O verbo "aproximar" está no perfeito do indicativo, indicando que a sua chegada é iminente, está mesmo à porta, a ponto de se consumar. Como? Na pessoa, palavra e obra de Jesus.

    A expressão “Reino dos céus” (Mt, 30x) – que Mateus prefere a “Reino de Deus” (5x: 6,33; 12,28; 19,24; 21,31.43) para, à boa maneira judaica, evitar pronunciar o Nome divino –, pressupõe a noção de um contraste e mesmo oposição entre o Reino de Deus e domínio que os ídolos, as forças do mal (Zc 14,9; cf. Is 37,16; 2Rs 19,15.19; 2Cr 20,6; 2Pd 2,4; Jd 6) e os reinos deste mundo, exercem sobre o homem, sujeito ao pecado e à morte, em última instância, ao poder de Satanás (v. 8; Lc 4,6; Jo 12,31; 14,30; 16,11; 1Jo 5,19; At 10,38; 26,18; Ef 2,2; Hb 2,9).

    “Reino dos céus” refere-se à instauração do poder soberano e universal de Deus sobre o seu povo e sobre todas as nações, afastando-os do mal e levando-os e conduzindo-os a si (cf. Sl 22,29; Is 52,7; Mq 4,7; Ez 20,33; Ab 21; Sl 29,10; 93,1; 96,10; 97,1; 99,1; 145,11ss; 146,10; Dn 2,44; 4,3; 6,26; 7,14.18.27; 2Ma 1,24; Tb 13,2; Sb 10,10; Hen 84,2; bBer 12a). Ao invés, porém dos reinos terrenos, o Reino dos céus não se confina a uma determinada fronteira, mas implanta-se a partir do interior do homem; não recorre à força para se estabelecer, mas requer a adesão livre e pessoal do homem a Deus e a submissão total deste à vontade de Deus, obedecendo à sua palavra (mBer 2,2.5). É este Reino que Jesus anuncia e instaurará, não segundo os critérios humanos de poder, nem usando os seus métodos, recorrendo à força, forçando os que lhe resistem e exterminando os inimigos que a Ele se opõem, nem promovendo a supremacia de um povo sobre os outros (como pensavam os judeus em relação a Israel), mas graças ao dom da nova Aliança: a transformação do coração humano, numa nova criação, por obra do Espírito Santo (cf. Jr 31,31-34; Ez 36,22-29), que só Deus poderá levar a cabo (19,26).

  • v. 18. Caminhando junto ao mar da Galileia viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, lançando a tarrafa ao mar, pois eram pescadores.

    vv. 18-22: Mc 1,16-20; Lc 5,1-11; Jo 1,40ss. Mateus apresenta em seguida o início do Reino, com o chamamento dos primeiros discípulos. É um relato estilizado, que se repete em relação aos dois irmãos, que evoca o chamamento de Eliseu por Elias (cf. 1Rs 19,19s), destacam-se nele apenas os elementos fundamentais do chamamento de Jesus.

    “Caminhando junto ao mar da Galileia”, ou seja, do lago de Genesaré, Jesus “vê”, com o olhar de Deus (Gn 1,31; 1Sm 16,6s), um par de irmãos, Simão “chamado Pedro” (com artigo, para o distinguir de Simão, o Cananeu: 10,2.4; 16,16ss) e André, que “lançavam a tarrafa ao mar, pois eram pescadores”, estando a pescar junto à margem do lago com a tarrafa, essa rede de pesca circular que se arremessa de lanço à água para apanhar o peixe.

  • v. 19. E diz-lhes: «Vinde após mim e farei de vós pescadores de homens».

    Jesus chama-os, dizendo: “Vinde após Mim”. É o chamamento lançado a Simão e a André a serem seus discípulos (he. talmid, pl. talmidim: “aprendizes”). "Após mim", uma vez que os discípulos seguiam literalmente atrás do rabino, a uns 9 metros de distância. Com isto indicavam que o acento do seguimento de um discípulo não recaía sobre o conhecimento – pois o seu objetivo não era chegar saber tanto como o mestre –,  mas sobre o modo de o rabino interpretar a Lei e de a guardar, procurando observando tudo o que o seu rabino dizia e fazia, imitando o seu modo de vida e exemplo e procurando tornar-se semelhante a ele (cf. 10,25s).

    Apesar do chamamento de Jesus ser tão simples, tudo é inédito nele: não são os discípulos que escolhem o rabbi (como os judeus ainda hoje continuam a fazer), mas é Jesus que toma a iniciativa de chamar aqueles que escolheu. Não chama homens “justos” e preparados, com grandes estudos, mas “pecadores” (9,13; Lc 5,8), “pescadores”, “homens simples e sem estudos” (At 4,13). Não os chama no Templo ou na sinagoga, mas no meio do próprio trabalho (cf. 1Rs 19,19; Am 7,14s). Não os ensina na escola, mas percorrendo os caminhos da vida. Finalmente, o seu apelo a segui-lo é radical, exigindo o desapego de si mesmos, da própria família, bens, profissão, projeto de vida, enfim, de todo o tipo de apegos e seguranças humanas, podendo mesmo chegar a exigir o dom da própria vida, algo que só Deus podia pedir.

    Ao convite de Jesus, segue-se a sua promessa, neste caso unida à missão que lhes confia: “Farei de vós pescadores de homens” (13,47; cf. Jr 16,16; Ez 47,10). É uma missão singular. O mar simboliza no AT o domínio das forças do mal, das trevas e da morte (8,31s). Enquanto pescadores, os discípulos, seguindo o apelo de Jesus, partirão para a missão como para a pesca: cada dia sempre de novo, de noite, ou seja, para o desconhecido, arriscando a própria vida, lançando as “redes” da pregação no escuro, sem saber como irão responder as pessoas, mas, pelo poder de Deus, graças a Jesus, serão transformados em “pescadores de homens”, arrancando os homens da escuridão do pecado e da morte, para os levar a Jesus Cristo, a fim de que este, pelas águas do batismo e o dom do Espírito Santo, salve, cure e libertando, dando-lhes uma vida nova e fazendo-os participar na vida eterna.

  • v. 20. E eles, deixando logo as redes, seguiram-no.

    Simão e André respondem afirmativamente, “deixando logo as redes” para seguir Jesus. Mais tarde, enviados por Ele, deixarão “tudo” (10,9sp; 19,27p).

  • v. 21. E avançando dali, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco com Zebedeu, seu pai, a limpar as suas redes; e chamou-os.

    Avançando um pouco adiante, Jesus chama mais um par de irmãos segundo o mesmo esquema do primeiro. “Viu outros dois irmãos” (v. 18), “Tiago, filho de Zebedeu” (para o distinguir de Tiago de Alfeu: 10,3), “e João, seu irmão” (17,1p; 20,20p; 27,56; Lc 9,54; At 12,2). Estavam a limpar e preparar as redes no barco com o pai, para uma nova pesca, já em águas mais profundas (Lc 5,4). Jesus “chamou-os”.

  • v. 22. E eles, deixando logo o barco e o seu pai, seguiram-no.

    Tiago e João, filhos de Zebedeu, ambém respondem prontamente e “deixando logo o barco e o seu pai, seguiram-no” (v. 20; 19,29p).

    Os primeiros discípulos  de Jesus são, assim, quatro, dois pares de irmãos (10,2; Mc 1,29) que trabalham como sócios (Lc 5,7.10; 2Cor 8,23; Fm 17). “Quatro” é o número que simboliza a terra. São dois pares de irmãos indicando que a base do Reino dos céus é a fraternidade, uma fraternidade que se deve estender a todos os homens, onde quer que eles se encontrem e onde todos vivam como irmãos, cooperando uns com os outros na edificação, anúncio e difusão do Reino.

    A resposta pronta e imediata destes quatro primeiros discípulos demonstra o poder da palavra de Deus, tornando-se um exemplo de conversão e de adesão total às exigências do Reino. Estes quatro representam os discípulos de todos os tempos e lugares que respondem pronta e incondicionalmente ao chamamento do Mestre, a fim de O seguirem na entrega da própria vida, a serviço do Evangelho, em prol da salvação dos homens.

  • v. 23. Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas sinagogas deles, pregando o Evangelho do Reino e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.

    v. 23
    : 9,35; Mc 1,39; Lc 4,44. A terceira parte, é um sumário da missão de Jesus, apontando Jesus como:

    1) um pregador itinerante: “percorria toda a Galileia” (Mc 1,38, Lc 4,43; 8,1),

    2) que vai ao encontro de todos,

    3) anunciando-lhe o Reino dos céus:

(1) por palavras:

(a) “ensinando nas sinagogas deles”, aos judeus praticantes (Lc 4,15). Ao dizer “nas sinagogas deles”, Mateus mostra que já escreve o seu Evangelho depois de se ter consumado a rutura entre a sinagoga e a Igreja;

b) “pregando o Evangelho do Reino” aos não-praticantes e aos que não conhecem a Deus. ”Evangelho” é uma “notícia” (gr. anguélion) que provoca gritos de alegria (gr. eu), como (a) a cura de uma doença, (b) o fim duma carestia ou de uma guerra, cI uma vitória ou d) o nascimento dum filho. No AT, em grego, “evangelho” só aparece no plural, “boas-novas” (porém, em he. bessorá, também vem no singular: 2Sm 4,10; 18,20.22. 25.27; 2Rs 7,9); no NT, só vem no singular (1,1; Rm 15,19; 1Cor 9,12; 2Cor 2,12; 9,13; 10,14; Gl 1,7; Fl 1,27; 1Ts 1,5; 3,2), indicando que todas as boas-novas de Deus se resumem numa única boa-nova, Jesus Cristo, “o Evangelho de Deus” vivo (Rm 1,1; 15,16; 2Cor 11,7; 1Ts 2,2.8s; 1Pd 4,17);

(2) E por obras, “curando todas as doenças e enfermidades entre o povo” (10,1; At 10,37s), sinais que mostram que Ele é o Messias, anunciando a irrupção do Reino de Deus no meio dos homens, triunfando sobre o mal, atestando que Jesus também é o Filho de Deus que veio ao mundo, ao encontro da humanidade, para a salvar.

Ler o texto outra vez... Em silêncio, escutar o que Deus diz no segredo...

2) MEDITAÇÃO… PARTILHA… (Que me diz Deus nesta Palavra?)

     a) Que frase me toca mais? b) Que diz à minha vida? c) Oração em silêncio…
     d) Partilha e) Que frase reter? f) Como a vou / vamos pôr em prática?
 

  • O que é que na minha vida, opções, gestos e atitudes impede ainda a chegada do Reino? O que devo mudar para que isso aconteça?
     
  • Estou disposto a percorrer com Jesus o caminho do Reino e a testemunhá-lo àqueles que vivem imersos no sofrimento e no pecado?

 

3) ORAÇÃO PESSOAL… (Que me faz esta Palavra dizer a Deus?)

4) CONTEMPLAÇÃO… (Saborear a Palavra em Deus, deixando que ela inflame o coração)

Salmo responsorial                                              Sl 27,1.4.13-14 (R. 1a)

Refrão: O Senhor é minha luz e minha salvação.

O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei de temer?
O Senhor é protetor da minha vida:
de quem hei de ter medo?      R.

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio:
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
para gozar da suavidade do Senhor
e visitar o seu santuário.      R.

Espero vir a contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
Confia no Senhor, sê forte.
Tem confiança e confia no Senhor.      R.

 Pai-nosso…

 Oração conclusiva:

Deus todo-poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho. Ele que é Deus e convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. T. Amen.

 Ave-Maria...

 Bênção final. Despedida.

 5) AÇÃO... (Caminhar à luz da Palavra, encarnando-a e testemunhando-a na nossa vida)

Fr. Pedro Bravo, O.Carm.