6º Domingo do Tempo comum, ano A – 15 de fevereiro de 2026


Mt 5 17 Jesus Sermão da Montanha

Acolhimento. Sinal da cruz. Oração inicial. Invocação do Espírito Santo:

A. Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis
T. E acendei neles o fogo do vosso amor.
A. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado
T. E renovareis a face da terra.

A. Oremos. Senhor, nosso Deus, que iluminastes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, tornai-nos dóceis às suas inspirações, para apreciarmos retamente todas as coisas e gozarmos sempre da sua consolação. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amen.

1) LEITURA (Que diz o texto? Que verdade eterna, que convite/promessa de Deus traz?)

Leitura do Evangelho segundo S. Mateus  (5,17-37)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5,17«Não penseis que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas dar pleno cumprimento. 18Amen vos digo: antes que passem o céu e a terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno traço, sem que tudo aconteça. 19Aquele, portanto, que violar um só destes mandamentos, por mais pequeno que seja, e assim o ensinar aos homens, será chamado o menor no Reino dos Céus; mas aquele que os praticar e ensinar será chamado grande no Reino dos Céus. 20Digo-vos, pois: se a vossa justiça não superar em muito a dos escribas e a dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus. 21Ouvistes que foi dito aos antigos: “Não matarás” e aquele que matar será réu perante o tribunal. 22Eu, porém, vos digo: todo aquele que se irar contra o seu irmão será réu perante o tribunal; aquele que chamar “imbecil” ao seu irmão será réu perante o Sinédrio; aquele que lhe chamar “louvo” será réu da Geena de fogo. 23Portanto, se, ao apresentares a tua oferta sobre o altar, aí te lembrares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; e vem então apresentar a tua oferta. 25Põe-te sem demora de acordo com o teu adversário, enquanto estás com ele no caminho, não aconteça que o adversário te entregue ao juiz e o juiz ao guarda e sejas lançado na prisão. 26Amen te digo: não sairás de lá, enquanto não tiveres restituído o último quadrante. 27Ouvistes que foi dito: “Não cometerás adultério”. 28Eu, porém, vos digo: todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar já cometeu adultério com ela no seu coração. 29Portanto, se o teu olho direito é para ti ocasião de escândalo, arranca-o e atira-o para longe de ti, pois é melhor para ti que se perca um dos teus membros, do que todo o teu corpo seja lançado na Geena. 30E se a tua mão direita é para ti ocasião de escândalo, corta-a e atira-a para longe de ti, pois é melhor para ti que se perca um dos teus membros, do que todo o teu corpo seja lançado na Geena. 31Também foi dito: “Quem repudiar a sua mulher dê-lhe uma carta de divórcio”. 32Eu, porém, vos digo: todo aquele que repudiar a sua mulher, salvo em caso de união ilegítima, expõe-na ao adultério. E quem se casar com uma repudiada, comete adultério. 33Ouvistes ainda que foi dito aos antigos: “Não jurarás falso, mas cumprirás os teus juramentos ao Senhor”. 34Eu, porém, vos digo: não jureis de todo; nem pelo céu, porque é o trono de Deus; 35nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei. 36Nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar branco ou preto um só cabelo. 37Que a vossa palavra seja: “sim, sim”; “não, não”. O que passa disto vem do Maligno.

Ler a primeira vez… Em silêncio, deixar a Palavra ecoar no coração… Observações:

Depois de ter apresentado a panorâmica do Reino dos céus e traçado a missão dos discípulos nesta terra, Jesus compara agora a “justiça” do AT com a nova “justiça do Reino”, por Ele anunciada, que deverá distinguir os seus discípulos (5,17-48). Começa por apresentar a relação básica de continuidade entre ambas (vv. 17-20), para depois mostrar, através de seis antíteses (hoje as primeiras quatro) a novidade da sua mensagem em relação à doutrina dos fariseus.

  • v. 17. «Não penseis que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas dar pleno cumprimento.

    Dirigindo-se Mateus a uma comunidade judeo-cristã, com numerosos elementos provindos da gentilidade, a primeira questão que se punha aos seus destinatário é se a Lei de Moisés continuava a ter valor para os cristãos, inclusive para os não-judeus. E, se sim, de que maneira? A eles Jesus declara que:

    1) não veio abolir (gr. kataluô, “anular”) o AT, aqui designado “a Lei e os profetas” (7,12; 11,13; 23,40), as Escrituras que se leem e comentam ao sábado no culto sinagogal: a primeira leitura (parashá, “porção”), da Lei (a Torá, os cinco primeiros livros da Bíblia); e a segunda (haftará, “seleção”), dos “profetas” (Nebîim, os “profetas anteriores”, ou livros históricos, e “os profetas posteriores”, ou livros proféticos).

    2) “mas dar o pleno cumprimento” (gr. plêroô, sem complemento!). Jesus não irá apenas cumprir o AT, praticando-o e realizando-o (3,15; Rm 3,31; Cl 1,25), mas também levar à perfeição, à plenitude da verdade, da vida e do amor de Deus a revelação, a história da salvação, a humanidade e toda a criação (Rm 8,4; 13,8; Gl 5,14; Cl 2,10; Ef 1,23; 3,19; 4,10).

  • v. 18. Amen vos digo: antes que passem o céu e a terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno traço, sem que tudo aconteça.

    v. 18: 24,34sp; Lc 16,17; Br 4,1. “Amen” (he. “em verdade”) digo” (Mt, 31x): a expressão “Amen digo” (gr. amén légo, Mt, 27x), típica de Jesus, é usada por Ele para indicar a perentoriedade do que vai dizer. Jesus é o Amen, o “sim” de Deus às suas promessas (2Cor 1,20; Ap 3,14), a revelação plena, definitiva de Deus. Enquanto preparação, figura imperfeita e promessa do NT, o AT mantém o seu valor. Todo ele, até a mais pequena letra do alfabeto judaico (o iôd) e o mais pequeno traço (com que terminavam algumas letras), se realizará em Jesus, que o leva à perfeição. Purificado assim das suas imperfeições, o AT mantém a sua validade e continuará a realizar-se nos crentes, até à sua consumação final, por meio de Jesus.

  • v. 19. Aquele, portanto, que violar um só destes mandamentos, por mais pequeno que seja, e assim o ensinar aos homens, será chamado o menor no Reino dos Céus; mas aquele que os praticar e ensinar será chamado grande no Reino dos Céus.

    v. 19: cf. 11,1; 28,19; Dt 4,2; Tg 2,10. A missão dos discípulos é viver e transmitir integralmente o Evangelho. Como? Pondo em prática e “ensinando” (lit. “mostrar por sinais”) “estes mandamentos”, pequenos ou grandes (he. mitzvah, Ex 20,6; 24,12; Dt 4,2.6; Sir 15,15; mAbot 2,1; 3,8; 4,2), ou seja, as palavras de Jesus, que aqui usa a fórmula típica do Código da Aliança (“todas estas palavras”: Ex 19,7s; 24,3s.8; Dt 28,1-29,1). Quem quiser separar o AT e o Evangelho (como Marcião, †180), anular ou distorcer alguma das palavras de Jesus e assim o ensinar (15,9; 23,23), “será chamado (por Deus) o menor no Reino dos céus” (1Cor 15,9); mas quem as “praticar e ensinar” aos filhos (Dt 6,7), aos outros ou mesmo levando-as às nações, “será chamado grande no reino dos Céus”.

  • v. 20. Digo-vos, pois: se a vossa justiça não superar em muito a dos escribas e a dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus.

    Jesus resume o princípio básico da vida cristã: a “justiça” dos seus discípulos deve superar a dos escribas e fariseus, os melhores conhecedores da Lei e os seus mais zelosos praticantes. O termo “justiça” aparece pela primeira vez em Gn 15,6: “Abrão creu no Senhor que lho creditou como justiça”. É o dom que Deus concede gratuitamente a quem acredita na Sua palavra e na realização das Suas promessas por Jesus Cristo, dom que se deverá estender a todas as nações (Gn 18,18s). Significa cumprir a vontade amorosa de Deus, o seu desígnio salvífico, que quer que todos e cada um tenham “valor, voz e vez” nesta terra, vivendo como seus filhos e irmãos uns dos outros no seu Reino em comunhão com Ele e uns com os outros, participando da Sua plenitude.

    Em seguida, Jesus enuncia, em seis antíteses (“ouvistes o que foi dito… Eu, porém, vos digo”), propositadamente exageradas (“hiperteses”), todas elas relativas ao amor ao próximo, o novo modo, mais perfeito, de entender e praticar a vontade de Deus, que Jesus reconduz à sua fonte, o amor do Pai (5,48), e à sua raiz, o coração humano. Delas, a liturgia deste domingo só apresenta agora as quatro primeiras.

  • v. 21. Ouvistes que foi dito aos antigos: “Não matarás” e aquele que matar será réu perante o tribunal.

    A primeira antítese refere-se ao quinto mandamento, que proibia o homicídio entre os membros do povo de Deus: “Não matarás” (Ex 20,13; Dt 5,17), “pois quem matar será réu no juízo” (Gn 9,5s; Ex 21,12; Lv 24,17). “Ouviste o que foi dito” por Deus. “Aos antigos”: aos membros das gerações passadas (Sir 2,10).

  • v. 22. Eu, porém, vos digo: todo aquele que se irar contra o seu irmão será réu perante o tribunal; aquele que chamar “imbecil” ao seu irmão será réu perante o Sinédrio; aquele que lhe chamar “louvo” será réu da Geena de fogo.

    “Eu, porém, vos digo” (cf. TestRub 1,7; TestLev 16,4; TestBenj 9,1): é Jesus, e não Moisés, quem revela a verdadeira Lei, a Palavra definitiva do Pai. Para Jesus “não matar” tem valor universal: não matar ninguém, mesmo um não-judeu, em qualquer fase da sua vida, desde a sua conceção até à morte natural. Entretanto, Jesus vai mais longe: isso implica também que não se cause ao próximo nenhum dano moral ao outro, seja verbal, seja efetivamente. Há que tratar o outro (mesmo o não batizado) sempre como nosso irmão (12,49; 23,8; 25,40). Jesus sanciona esta afirmação, juntando, de forma gradual, a cada ofensa que se faz uma pena proporcional à gravidade da ofensa, indicada pelo tipo de tribunal onde terá de comparecer como réu (7,1s).

    Pode-se “matar” o outro:

    a) pela ira (Cl 3,21; Ef 4,26; Tg 1,19s), a raiz do homicídio no coração humano (“Caim irou-se”: Gn 4,5; 1Jo 3,15). Quem se irar (irritar com ódio) contra o outro, “o seu irmão, será réu perante o tribunal” local (Dt 16,18);

    b) com o insulto, a aversão, a rejeição, a exclusão (lit. raká, “imbecil”): quem o fizer, será réu no Supremo Tribunal, o Sinédrio (Dt 17,8-13);

    c) pela maldição e condenação do outro (“louco”, com cariz religioso: Sir 16,23; 50,26); quem o fizer será réu perante Deus “da Geena de fogo” (cf. 7,2; Lc 6,37).

    A Geena (Gué Ben-Hinom, “vale do filho de Hinom”) símbolo da condenação eterna (25,45), era o vale a sul de Jerusalém, onde tinham sido imoladas seres humanos ao deus Moloc (1Rs 11,7; 2Rs 23,10; Jr 32,35). Foi depois convertido em lixeira da cidade, onde ardiam continuamente lixo e restos de animais mortos, que se decompunham ao ar livre, enquanto eram comidos por vermes (Mc 9,47s).

  • v. 23. Portanto, se, ao apresentares a tua oferta sobre o altar, aí te lembrares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti,

    v. 23: Mc 11,25. A este propósito, Jesus introduz como condição do culto a Deus, não uma norma de pureza legal, mas o amor e a comunhão fraterna (Jr 7,5-10), salientando a urgência da reconciliação com quem – pessoalmente ou por intermédio de outrem (18,15ss) – se sabe ter prejudicado ou ofendido.

  • v. 24. Deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; e vem então apresentar a tua oferta.

    v. 24: 23,18s. Nesse caso há que fazer, logo que possível, o que de mais genuinamente cristão existe: reconciliar-se com ele. Na época, o verbo “reconciliar” (gr. diallássomai) significava “dar ou receber o mesmo noutra moeda”; só com Jesus passou a significar “perdoar”, “pôr-se de acordo”, “restabelecer a amizade”.

  • v. 25. Põe-te sem demora de acordo com o teu adversário, enquanto estás com ele no caminho, não aconteça que o adversário te entregue ao juiz e o juiz ao guarda e sejas lançado na prisão.

    Quando se ofendeu o irmão, há que pôr-se a caminho, ir ter com ele, falar com ele, eventualmente pedir-lhe perdão (Lc 17,4) e, se necessário for, acordar com ele uma reparação, procurando reatar a relação.

  • v. 26. Amen te digo: não sairás de lá, enquanto não tiveres restituído o último quadrante.

    v. 26: 18,34; cf. 6,15. Caso contrário, ter-se-á de prestar contas a Deus, até ao último “quadrante” (“cêntimo”, a moeda romana mais pequena), da mais ínfima ação.

  • v. 27. Ouvistes que foi dito: “Não cometerás adultério”.

    A segunda antítese decorre da anterior, referindo-se ao sexto mandamento: “Não cometerás adultério” (Ex 20,14; Dt 5,18).

  • v. 28. Eu, porém, vos digo: todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar já cometeu adultério com ela no seu coração.

    v. 28:  Ex 20,17; Dt 5,21; Jb 31,1; Sir 9,8; 1Jo 2,16; 2Pd 2,14. Jesus retoma o décimo mandamento, que proíbe cobiçar a mulher do próximo (Ex 20,17; Dt 5,21), refletindo o princípio já presente na literatura sapiencial e no judaísmo palestinense de que quem olha para a mulher alheia, desejando-a, já está a pecar contra ela (cf. Sir 26,9.11; bYom 29a; bHal 1,4; LevR 23,122b; PesikR 24,124b; TestIss 7,2; TestBenj 8,2; SlSal 4,4-5; Jub 20,4; 1QS 1,6). Quem julga, não ama, não perdoa, nem vive em paz com o cônjuge, expõe-se a si e a ele à infidelidade, pois isso poderá levá-los a buscar o afeto noutra pessoa. Há que ir à raiz do problema, o coração humano, onde nasce a cobiça e donde procede o pecado (15,18ss; cf. Pv 6,25; Tg 1,14s).

  • v. 29. Portanto, se o teu olho direito é para ti ocasião de escândalo, arranca-o e atira-o para longe de ti, pois é melhor para ti que se perca um dos teus membros, do que todo o teu corpo seja lançado na Geena.

    Arrancar o olho (o órgão que abre a porta aos desejos do coração)...

  • v. 30. E se a tua mão direita é para ti ocasião de escândalo, corta-a e atira-a para longe de ti, pois é melhor para ti que se perca um dos teus membros, do que todo o teu corpo seja lançado na Geena.

    ... ou cortar a mão (o órgão de ação, que concretiza os desejos do coração) “direitos” (os mais úteis) são imagens semitas que não se podem tomar à letra, servindo apenas para indicar que há que evitar cair no pecado (lit. “não se escandalizar”), cortando logo o mal pela raiz.

  • v. 31. Também foi dito: “Quem repudiar a sua mulher dê-lhe uma carta de divórcio”.

    A terceira antítese, associada à anterior, refere-se ao divórcio (19,7; Mc 10,10ss; Lc 16,18; Dt 24,1). A Lei permitia ao homem divorciar-se da sua mulher, devendo nesse caso, o marido passar-lhe um libelo de divórcio, para evitar que ela, casando-se com outro homem, fosse acusada de adultério e morta (Lv 20,10; Dt 22,22; Lv 20,10).

  • v. 32. Eu, porém, vos digo: todo aquele que repudiar a sua mulher, salvo em caso de união ilegítima, expõe-na ao adultério. E quem se casar com uma repudiada, comete adultério.

    v. 32: 19,9; Mc 10,11s; 1Cor 7,10s. Mas para Jesus, o casamento é expressão do amor incondicional e fiel de Deus, não estando o divórcio no plano de Deus quando, no princípio, os criou homem e mulher e os chamou a formar um só no amor (19,5s; Mc 10,6-9; Gn 2,24), como aliás o não está também no coração de quem casa por amor. Apenas uma união ilegítima ou nula (incesto, poligamia e o caso referido em 1 Cor 7,12-16) o permite dissolver.

  • v. 33. Ouvistes ainda que foi dito aos antigos: “Não jurarás falso, mas cumprirás os teus juramentos ao Senhor”.

    A quarta antítese, ligada à penúltima, refere-se ao oitavo mandamento: “não jurar falso” (Ex 20,16; Dt 5,20). Os juramentos faziam-se em nome de Deus (ou dos deuses). A Lei exigia fidelidade à palavra e que se dissesse a verdade em tribunal, assegurando isso com um juramento (Lv 19,12; 23,16-22; Nm 20,3; Dt 23,22ss).

  • v. 34. Eu, porém, vos digo: não jureis de todo; nem pelo céu, porque é o trono de Deus.

    v. 34: Tg 5,12. Jesus, porém, afirma que nunca se deve jurar:

    a) nem por coisas santas: “nem pelo Céu, que é o trono de Deus” (23,22; Sl 11,4),

  • v. 35. Nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei.

    b) “Nem pela terra, escabelo de seus pés” (Is 66,1; Sl 99,5; Lm 2,1),

    c) nem por Jerusalém, a cidade do grande Rei (Sl 48,3)”.

  • v. 36. Nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar branco ou preto um só cabelo.

    d) “nem pela própria cabeça” (o que incluía também os parentes). Ninguém é dono da própria vida, nem da dos outros. Jurar supõe a possibilidade de simular, retroceder, aceitar a idolatria (como no juramento militar, o sacramentum), fomentar um secretismo enganador (como nas seitas e cultos mistéricos), o que é incompatível com a fé no Deus único e “a verdade no íntimo” do coração (Sl 51,8) que a conversão ao Evangelho requer.

  • v. 37. Que a vossa palavra seja: “sim, sim”; “não, não”. O que passa disto vem do Maligno.

    A palavra dos discípulos e a fidelidade aos seus compromissos (também matrimoniais) deve ser tal, que baste um “sim” ou um “não” para garantir a autenticidade da sua adesão pessoal, a fidelidade da sua opção e a verdade do seu testemunho (22,16). “O que passa disto vem do Maligno” (6,13; 13,19.38), ou seja, de Satanás (4,10; 12,26), o Diabo (4,1.5.8.11; 25,41) ou Tentador (4,3), “o pai da mentira” (Jo 8,44).

    Ler o texto outra vez... Em silêncio, escutar o que Deus diz no segredo...


2) MEDITAÇÃO… PARTILHA… (Que me diz Deus nesta Palavra?)

     a) Que frase me toca mais? b) Que diz à minha vida? c) Oração em silêncio…
     d) Partilha e) Que frase reter? f) Como a vou / vamos pôr em prática?

  • A minha adesão a Deus nasce do coração ou é apenas por medo?

  • Que gesto de apreço, misericórdia ou reconciliação me faltam fazer?

 

3) ORAÇÃO PESSOAL… (Que me faz esta Palavra dizer a Deus?)

4) CONTEMPLAÇÃO… (Saborear a Palavra em Deus, deixando que ela inflame o coração)

Salmo responsorial                         Sl 119,1-2.4-5.17-18.33-34 (R. 1b)

Refrão: Ditoso o que anda na lei do Senhor.

Felizes os que seguem o caminho perfeito
e andam na lei do Senhor.
Felizes os que observam as suas ordens
e O procuram de todo o coração.     R.

Promulgastes os vossos preceitos
para se cumprirem fielmente.
Oxalá meus caminhos sejam firmes
na observância dos vossos decretos.     R.

Fazei bem ao vosso servo:
viverei e cumprirei a vossa palavra.
Abri, Senhor, os meus olhos
para ver as maravilhas da vossa lei.     R.

Ensinai-me, Senhor, o caminho dos vossos decretos,
para ser fiel até ao fim.
Dai-me entendimento para guardar a vossa lei
e para a cumprir de todo o coração.     R.

Pai-nosso…

Oração conclusiva:

Senhor, nosso Deus, que prometestes estar presente nos corações retos e sinceros, ajudai-nos com a vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. T. Amen.

Ave-Maria...

Bênção final. Despedida.
 

5) AÇÃO... (Caminhar à luz da Palavra, encarnando-a e testemunhando-a na nossa vida)

Fr. Pedro Bravo, O.Carm.