13º Domingo do Tempo comum, ano A – 28 de junho de 2026


Acolhimento. Sinal da cruz. Oração inicial. Invocação do Espírito Santo:

A. Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis
T. E acendei neles o fogo do vosso amor.
A. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado
T. E renovareis a face da terra.

A. Oremos. Senhor, nosso Deus, que iluminastes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, tornai-nos dóceis às suas inspirações, para apreciarmos retamente todas as coisas e gozarmos sempre da sua consolação. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amen.

1) LEITURA (Que diz o texto? Que verdade eterna, que convite/promessa de Deus traz?)

Leitura do Evangelho segundo S. Mateus  (10,37-42)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: 10,37«Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim, não é digno de mim. 38E quem não toma a sua cruz e segue após mim, não é digno de mim. 39Quem encontra a sua vida, há de perdê-la, e quem perde a sua vida por causa de mim, há de encontrá-la. 40Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe Aquele que me enviou. 41Quem recebe um profeta por ele ser profeta, terá uma recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo, terá uma recompensa de justo. 42E aquele que der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequenos por ele ser discípulo, amen vos digo: não perderá a sua recompensa».

Ler a primeira vez… Em silêncio, deixar a Palavra ecoar no coração… Observações:

O texto de hoje é a conclusão do “discurso da missão”, o segundo dos cinco discursos de Jesus em Mateus, onde o evangelista recolhe diversos ensinamentos de Jesus sobre a missão e o discipulado.

Na época em que Mateus escreve (c. 70-80 d.C.), a Igreja continuava a expandir-se em todo o Império romano, mas este já estava a reagir com crescente hostilidade, aumentando as perseguições aos cristãos, sendo então frequentes as denúncias de cristãos por parte de conhecidos ou de parentes próximos, quer judeus, quer gentios. Perante isto, muitos cristãos ficavam perplexos e desorientados, perguntando-se se valeria a pena “remar contra a maré”, mantendo a fé e dando testemunho de Jesus com risco da própria vida. Mateus reúne então estes ensinamentos de Jesus a fim de reanimar a fé dos cristãos e revitalizar a opção missionária da Igreja. A missão dos discípulos é anunciar o Evangelho (28,20-22), percorrendo o mesmo caminho de Jesus. O evangelista apresenta então um conjunto de valores e de atitudes destinadas a orientar os cristãos no seu relacionamento com as pessoas com quem entram em contacto ou a quem se dirigem.

O presente texto tem duas partes: na primeira (vv. 37-39), Jesus apresenta um conjunto de exigências radicais para quem o quiser seguir; na segunda (vv. 40-42), mostra que toda a comunidade o deve testemunhar e diz qual será a recompensa dos que receberem os seus discípulos.

  • v. 37. «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim, não é digno de mim.

    vv. 37-38: Lc 14,26s.

    As palavras de Jesus são exigentes, mas também libertadoras. Jesus começa por afirmar que o seu seguimento impõe prioridades e exige opções. Na época, a família era a estrutura social fundamental: era considerada um só corpo, que amparava e dava sentido à vida dos seus membros, garantindo a sua segurança, trabalho, inserção social e, no caso de Israel, a posse das bênçãos divinas. No judaísmo, o primeiro dever sagrado para com o próximo era o 4º mandamento (Ex 20,12; Dt 5,16), honrar os pais (15,4; 19,19). Por essa razão os rabinos prescreviam aos seus discípulos o dever de lhes obedecer como a um pai.

    Jesus fala aqui do amor pessoal, preferencial, a alguém (gr. philein, “ser amigo”), exigindo aos seus discípulos ser Ele o primeiro, a fonte primordial, o eixo central, a opção fundamental da sua vida. Esta é uma exigência que só Deus podia fazer (cf. Gn  12,1; 22,2). Por isso, se a alternativa for – além do cumprimento do próprio dever – a de escolher entre Ele e a família, a escolha do discípulo deve recair sempre sobre Jesus. O discípulo tem então que cortar as relações com a sua família para seguir Jesus? Não. No entanto, não pode deixar que esta, as tradições humanas ou outros afetos o impeçam de responder aos apelos do Reino. Jesus não admite “meias-tintas”: o primeiro amor, a primeira lealdade dum discípulo seu não é com os próprios afetos e amizades, mas com Ele, Jesus, por amor, subordinando todos os outros afetos ao amor a Ele, sendo assim o discípulo libertado para amar mais (19,29; cf. Dt 33,9).

  • v. 38. E quem não toma a sua cruz e segue após mim, não é digno de mim.

    v. 38: 16,24p.

    Jesus é claro, não engana ninguém: ser seu discípulo não é fácil; implica “tomar a sua cruz”, ou seja, saber que pode e aceitar que seja rejeitado e excluído, que passe dificuldades, tenha doenças ou sofra contrariedades, seja alvo de críticas, sofra perseguições (Hb 10,32ss). Mas Jesus promete que ninguém levará a sua cruz sozinho, pois Ele irá à sua frente, devendo o discípulo “seguir após” Ele, imitando-o, estando atento à sua voz e obedecendo à sua Palavra (cf. Sr 2,1-9).

  • v. 39. Quem encontra a sua vida, há de perdê-la, e quem perde a sua vida por causa de mim, há de encontrá-la.

    v. 39 : 16,25; Mc 8,35; Lc 17,33; Jo 12,25; Est 4,14.16.

    Quem se decide por Jesus para assegurar a sua “vida” (gr. psyché, “alma”), ou seja, a sua própria vontade, segurança e realização pessoais; ou para resolver a sua vida afetiva, familiar, profissional, preservando a todo o custo a sua forma de vida e projetos pessoais, o que alcançou ou aquilo de que gosta, acabará por o perder; mas quem estiver disposto a tudo perder por causa de Jesus, mesmo a própria vida, encontrará a verdadeira vida, a eterna (19,16.29; 25,26), e entrará na posse dela.

    Na segunda parte (vv. 40-42), Jesus indica que recompensa é prometida aos que acolhem os mensageiros do Evangelho. São referidos os quatro grupos de pessoas que integravam a comunidade cristã e nela tinham a responsabilidade do testemunho: os apóstolos (v. 40); os profetas; os justos (v. 41); e os pequenos (v. 42).

  • v. 40. Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe Aquele que me enviou.

    Os apóstolos são as primeiras testemunhas de Jesus, que levam o Evangelho a toda a parte. Na cultura antiga e também na judaica, bem como nas missões diplomáticas, acolher ou rejeitar um enviado, equivalia a acolher ou rejeitar quem o tinha enviado (mBer 5,5; bBer 34b). Quem acolhe os enviados de Jesus é o próprio Jesus que acolhe (18,5p; Lc 10,16; Gl 4,14; cf. Jr 7,27); e quem acolhe Jesus e a sua palavra, aderindo a ela pela fé, acolhe a Deus (Jo 12,44; 13,20), de cuja vida Jesus o torna participante, mediante o batismo, pelo dom do Espírito Santo.

  • v. 41. Quem recebe um profeta por ele ser profeta, terá uma recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo, terá uma recompensa de justo.

    Os profetas (itinerantes ou não: 5,12; 7,22; 13,17; 23,34.37; At 11,27; 13,1; 15,32; 21,10; 1Co 12,28s; 14,29.37; Ef 2,20; 3,5; 4,11; Did. 11-13) são os portadores da Palavra de Deus que, movidos pelo Espírito Santo, interpelam as pessoas e as comunidades, ajudando-as a viver de acordo com o Evangelho, segundo a vontade de Deus, atentos aos sinais dos tempos.

    Os justos (1,19; 13,17.43.49; 23,35; 25,37.46) são os que procuram viver, no seu dia-a-dia, a fé na prática da caridade.

    Quem acolhe qualquer um destes enviados, escuta a sua palavra e o ajuda, coopera no anúncio do Evangelho (3Jo 8), tornando-se participante da sua recompensa (cf. 1Rs 17,9-24; 18,4; 2Rs 4,9-37).

  • v. 42. E aquele que der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequenos por ele ser discípulo, amen vos digo: não perderá a sua recompensa».

    Os pequenos (gr. micrós, Mt, 8x: 11,11; 13,32; 18,6.10.14) são os pobres, os fracos e os simples na fé, que não gozam de direitos; os que ainda não fazem parte da comunidade cristã, por se estarem a preparar para o batismo; os estrangeiros, os necessitados, os socialmente desprotegidos (escravos, órfãos, viúvas, prisioneiros, doentes); as crianças e os que não têm grande formação cristã: quem estiver atento a eles, os acolher e tratar com amor por causa de Cristo, ajudando-os, mesmo com o gesto mais simples de todos – “dar um copo de água fresca” –, não ficará sem recompensa (cf. 25,35.40; Mc 9,41).

    Em suma: a tarefa de testemunhar o Evangelho, por palavras e, sobretudo, por obras, diz respeito a todos e a cada um dos cristãos, chamados a ser “discípulos missionários”, pondo-se ao serviço do Reino e dos irmãos. Todas as pessoas devem ser acolhidas com fé, alegria, generosidade e amor, não só pelos de fora, mas também pelos da própria comunidade.

    Ler o texto outra vez... Em silêncio, escutar o que Deus diz no segredo...

2) MEDITAÇÃO… PARTILHA… (Que me diz Deus nesta Palavra?)

    a) Que frase me toca mais? b) Que diz à minha vida? c) Oração em silêncio…
    d) Partilha… e) Que frase reter? f) Como a vou / vamos pôr em prática?

  • Os meus laços afetivos afastam-me do amor de Cristo e dos valores do Evangelho?

  • O que é mais importante para mim: Jesus ou as pessoas? Já me aconteceu renunciar aos valores do Evangelho por causa de alguém ou a alguém por causa dos valores do Evangelho?

3) ORAÇÃO PESSOAL… (Que me faz esta Palavra dizer a Deus?)

4) CONTEMPLAÇÃO… (Saborear a Palavra em Deus, deixando que ela inflame o coração)

Salmo responsorial                                             Sl 89,2-3.16-19 (R. 2a)

Refrão: Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor.

Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor
e para sempre proclamarei a sua fidelidade.
Vós dissestes: «A bondade está estabelecida para sempre»,
no céu permanece firme a vossa fidelidade.     R.

Feliz do povo que sabe aclamar-vos
e caminha, Senhor, à luz do vosso rosto.
Todos os dias aclama o vosso nome
e se gloria com a vossa justiça.     R.

Vós sois a sua força,
com o vosso favor se exalta a nossa valentia.
Do Senhor é o nosso escudo
e do Santo de Israel o nosso rei.      R.

Pai-nosso…

Oração conclusiva:

Senhor, nosso Deus, que, pela graça de adoção nos tornastes filhos da luz, não permitais que sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas permaneçamos sempre no esplendor da verdade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. T. Amen.

Ave-Maria...

Bênção final. Despedida.

5) AÇÃO... (Caminhar à luz da Palavra, encarnando-a e testemunhando-a na nossa vida, unidos a e em Cristo)

Fr. Pedro Bravo, O.Carm.

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 Folheto para fazer a LD em grupo


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Liturgia do dia

  • Quarta-feira da semana XII
    NASCIMENTO DE SÃO JOÃO BatiSTA – SOLENIDADE Branco – Ofício da solenidade. Te Deum. Missa própria do dia, Glória, Credo, pf. próprio. L 1: Is 49, 1-6; Sl 138, 1-3. 13-14ab. 14c-15 L 2: At 13, 22-26 Ev: Lc 1, 57-66. 80 * Proibidas as Missas de defuntos, exceto a exequial. * Dia Nacional do Cigano. * Na Congregação das Irmãs de S. João Batista e de Maria Rainha e Missionários de S. João Batista – Nascimento de São João Batista, Padroeiro – SOLENIDADE * Na Ordem de Malta – Nascimento de São João Batista, Titular e Patrono principal da Ordem – SOLENIDADE * II Vésp. da solenidade – Compl. dep. II Vésp. dom.