Acolhimento. Sinal da cruz. Oração inicial. Invocação do Espírito Santo:
A. Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis
T. E acendei neles o fogo do vosso amor.
A. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado
T. E renovareis a face da terra.
A. Oremos. Senhor, nosso Deus, que iluminastes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, tornai-nos dóceis às suas inspirações, para apreciarmos retamente todas as coisas e gozarmos sempre da sua consolação. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amen.
1) LEITURA (Que diz o texto? Que verdade eterna, que convite/promessa de Deus traz?)
Leitura do Evangelho segundo S. Mateus (14,13-21)
Naquele tempo, 14,13quando Jesus ouviu dizer que João Baptista tinha sido morto, retirou-se dali num barco para um lugar deserto, à parte. Tendo-o ouvido, as multidões, vindas das cidades, seguiram-no a pé. 14Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão, encheu-se de compaixão dela e curou os seus enfermos. 15Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se dele, dizendo: «O lugar é deserto e a hora avançada. Manda embora as multidões, para que vão às aldeias comprar alimento para si». 16Mas Jesus disse-lhes: «Não precisam de ir; dai-lhes vós de comer». 17Eles, porém, dizem-lhe: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes». 18Disse-lhes Ele: «Trazei-mos cá». 19E depois de ter ordenado às multidões que se reclinassem sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu, pronunciou a bênção, partiu os pães, deu-os aos discípulos e os discípulos às multidões. 20Todos comeram e ficaram saciados. E dos pedaços que sobraram recolheram doze cestos cheios. 21Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.
Ler a primeira vez… Em silêncio, deixar a Palavra ecoar no coração… Observações:
- v. 13. Quando Jesus ouviu dizer que João Baptista tinha sido morto, retirou-se dali num barco para um lugar deserto, à parte. Tendo-o ouvido, as multidões, vindas das cidades, seguiram-no a pé.
vv. 13-21: Mc 6, 31-44; Lc 9,10-17; Jo 6,1-13; cf. 15,32-39p.
O episódio de hoje, a multiplicação dos pães, é o único milagre de Jesus narrado por todos os Evangelhos. Tanto Marcos como Mateus referem uma segunda multiplicação de pães (15,32-39p). Em Mateus, o episódio insere-se na quarta parte do seu Evangelho, “A Igreja, primícias do Reino dos Céus” (13,53-18,35), dependendo ele, neste relato, de Mc, que resume.
No “discurso das parábolas” (13,1-52) Jesus tinha apresentado o mistério do Reino dos céus em parábolas. Agora pergunta-se: como é que os interlocutores de Jesus reagiram? A resposta é dada nesta secção narrativa (13,53-17,27). Nela, em geral, a comunidade judaica vai respondendo de forma cada vez mais negativa à mensagem de Jesus. Jesus volta-se então para os seus discípulos, a cuja formação se dedica.
No início da sua vida pública, ao ouvir que João Batista tinha sido preso, Jesus “retirou-se” para a Galileia (4,12p); agora, quando o informam que João tinha sido decapitado por ordem de Herodes Antipas I (v. 12), Jesus “retira-se” (gr. anakhoréo, “afastar-se”, no sentido de “fugir”, “pôr-se a salvo”: Ex 2,15; Nm 16,24; Js 8,15; 1Sm 19,10; 25,10; 2Sm 4,4) “dali”: de sua casa (13,36), em Cafarnaum. “Num barco” (vv. 22.24.29.32s; 13,2), ou seja, por mar. O “barco”, nos Evangelhos (40x) é uma cifra da missão da Igreja.
“Para um lugar deserto”: não no sentido de árido (cf. v. 19: o lugar está coberto de erva), mas no sentido semítico de “não habitado”. “À parte”: Jesus queria que os seus discípulos descansassem um pouco, longe das multidões (Mc 6,31). Por isso, vão “de barco”, por mar, para evitar serem seguidos por elas, para um lugar onde ninguém os incomodasse. Esse lugar é tradicionalmente identificado com o local onde foi construída a Igreja da multiplicação dos pães e dos peixes, em Tabgha, ao pé de Cafarnaum.
O termo “deserto”, aqui usado, tem um significado especial. O “deserto” é, no AT, o lugar do encontro e do noivado de Deus com o seu povo, do Seu cuidado e desvelo para ele (cf. Os 2,16; 11,1-4; Jr 2,2; Dt 1,31; 2,7). O termo destina-se a evocar, o dom do maná a Israel, libertado do Egito, durante os quarenta anos que ele peregrinou no deserto.
“As multidões”: o plural é típico de Mateus (24x), que nelas vê não só o grande número de pessoas de todo o género que procede de toda a parte de Israel, mas também aqueles dentre os gentios (cf. Nm 20,20) que acorrem a Jesus, prefigurando a futura Igreja, provinda de gentes de todos os povos, línguas e nações (cf. Ez 23,24 LXX; Dn 3,4).
O povo viu que Jesus ia de barco com os discípulos para outro porto e logo percebeu logo para onde se dirigia. Vai então atrás dele, correndo por terra e chega lá antes de Jesus descer para terra firme. Ao repetindo o verbo “ouvir” do início da frase, que tem por sujeito Jesus, Mateus diz que ao “ouvir”, neste caso, a notícia que Jesus tinha saído dali, de barco, com os discípulos, “as multidões seguiram” (Mt, 7x: 4,25; 8,1; 12,15; 19,2; 20,29, 21,9) Jesus por terra. Ambos os verbos, “ouvir” e “seguir”, são termos do discipulado. Através das multidões que “escutam” Jesus e o “seguem”, Mt alude às futuras comunidades eclesiais.
- v. 14. Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão, encheu-se de compaixão dela e curou os seus enfermos.
Ao “desembarcar” (lit: “sair do barco”: vv. 54s), Jesus “vê” (gr. eíden, Mt, 10x): o verbo “ver” está no mesmo tempo em que é aplicado a Deus no relato da criação e no episódio da sarça ardente (Gn 1, 8x; Ex 3,4; cf. Dt 2,6; Is 30,19; Nm 24,,4). “Uma numerosa multidão” (gr. oklós polýs): neste caso, a expressão, no singular, refere-se ao número de pessoas (cf. v. 21; 2Cr 20,15; Jr 31,8). O adjetivo “muito” (gr. polýs) evoca o êxodo no qual uma “multidão” composta de numerosas pessoas também partiu com Moisés e Israel do Egito (Ex 12,38). Jesus é o novo Moisés que conduz o novo êxodo do novo povo de Deus, a quem alimenta com o novo pão do céu (cf. 6,11).
“E encheu-se de compaixão dela”: o verbo (gr. splankhnízomai: 9,36; 15,32p) só é utilizado no NT, referido quase só a Deus, a Jesus e a pessoas com os seus sentimentos. Indica uma comoção interna, visceral, que enche alguém de profunda compaixão e se traduz numa obra de misericórdia. Jesus não vê apenas uma mole de gente, anónima, mas vê cada um dos rostos e através deles cada uma das pessoas, com a sua história individual e familiar, os seus problemas e necessidades, os seus anseios e dores, as suas lutas e reveses, as suas dores e enfermidades, os seus sofrimentos e deplorável situação.
Ao ver estas pessoas, Jesus enche-se de compaixão, a qual se traduz em gestos: “e curou” (gr. therapeýo, Mt, 16x: 4,24; 8,16; 12,15; 15,30; 19,2; 21,14), “os seus enfermos”, ou seja, não apenas os doentes, mas também os débeis (gr. árrostos, “sem forças”, “enfermo”, lat. infirmus, “não firme”: Mc 6,13; 16,18; cf. 1Sm 2,4; Ez 34,4; Sr 7,35; 1Cor 11,30).
- v. 15. Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se dele, dizendo: «O lugar é deserto e a hora avançada. Manda embora as multidões, para que vão às aldeias comprar alimento para si».
Começa agora uma nova ação no episódio. “Ao cair da tarde”: a expressão remete diretamente para a Última Ceia, na qual Jesus instituiu a Eucaristia, onde é repetida (26,26). O dia está a chegar ao fim, e “os discípulos aproximam-se” de Jesus, uma expressão retirada do versículo paralelo Mc 6,35, que só aparece em Mt e por ele é usada repetidas vezes (11x). Eles lembram a Jesus que o lugar é deserto e o dia se aproxima do fim, não tendo “as multidões” alimento, devendo por isso ser despedidas para que possam ir “comprar alimento para si” (cf. Gn 42,7; 43,4.22.25; Dt 2,6). É uma velada alusão a Is 55,1 (“Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço”) que prepara a ação seguinte.
- v. 16. Mas Jesus disse-lhes: «Não precisam de ir; dai-lhes vós de comer».
vv. 16-20: 2Rs 4,42-44.
Jesus, porém, não quer separar-se da multidão e diz aos seus discípulos: “Não precisam de ir”, ou seja, “de partir” (gr. apérkhomai: Gn 42,26.33; 45,17). E explica: “dai-lhes vós de comer”. Jesus desafia-os a partilhar o que têm com os que não têm de comer, um desafio que também se encontra no episódio do AT que serve de referência a este: a multiplicação de pães por Eliseu, alimentando cem pessoas com o que lhe tinha sido dado (2Rs 4,42s).
- v. 17. Eles, porém, dizem-lhe: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes».
Os discípulos fazem a listagem dos bens disponíveis e dizem que eles (Jesus incluído), só têm “cinco pães” (16,9) “e dois peixes”. A soma de ambos dá sete. Sete simboliza a plenitude: os discípulos dão tudo o que têm. Sete é também o número de nações gentias que habitavam Canaã e foram expulsas para Israel dela tomasse posse, segundo a promessa de Deus a Abraão (Dt 7,1; At 13,19).
Os pães eram o que eles tinham levado consigo para comer durante a viagem (cf. Mc 6,8); já os peixes não seriam peixes crus, tal como tinham sido pescados, mas muito provavelmente peixe assado ou então, como era comum, peixe seco, habitualmente usado como provisão.
O peixe era para os primeiros cristãos o símbolo de Jesus Cristo, porque peixe em grego se diz ichthys, o acróstico cristão que significa “Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador”. Os peixes são dois, pois “dois” é o número que designa o homem, nesta caso a nova humanidade regenerada pela palavra de Cristo e o batismo (cf. 1Pd 1,23; Tt 3,5). Aquele que se alimenta da Eucaristia é transformado em Cristo, devendo reproduzir aquele que comungou, tornou-se outro Cristo.
- v. 18. Disse-lhes Ele: «Trazei-mos cá».
Jesus manifesta a sua autoridade e ordena aos discípulos que lhe tragam o que têm; eles fazem-no.
- v. 19. E depois de ter ordenado às multidões que se reclinassem sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu, pronunciou a bênção, partiu os pães, deu-os aos discípulos e os discípulos às multidões.
Jesus mandou então ao povo que se “reclinasse sobre a erva”. As pessoas comiam habitualmente sentadas na terra (15,35). “Reclinar-se” para comer só acontecia nos banquetes, em que as pessoas comiam reclinados em poltronas, voltadas para a mesa, à boa maneira romana.
O banquete era para os judeus o lugar do encontro, da fraternidade e da amizade, onde os convivas estabeleciam laços de família e comunhão. Reclinar-se à mesa com alguém significava estabelecer laços profundos, íntimos, familiares, com ele. Por isso, o “banquete” é, para Jesus, o símbolo por excelência do mundo novo que há de vir, o Reino dos céus, no qual todos os homens se sentarão à mesa de Deus como membros do seu povo (8,11; 22,1-14).
A presente nota é uma alusão à ceia pascal judaica, em que os convivas comem reclinados à mesa, apoiados sobre um cotovelo, indicando desta forma que são pessoas livres (cf. Jo 13,12.25; 21,20; Lc 22,27), pois o escravo e os servos permaneciam de pé numa refeição. Jesus inaugura uma nova Páscoa. A nota de haver erva no local evoca o Sl 23,2 e Ez 34,13s, apresentando Jesus como o Messias, o Bom Pastor do Povo de Deus (10,7s).
Jesus toma os “cinco pães e os dois peixes” e faz os mesmos gestos que irá repetir na Última Ceia, a ceia pascal em que instituirá a Eucaristia. Jesus começa por “erguer os olhos ao céu” (Mc 7,34; Jo 11,41), em oração (Sl 123,1). Depois:
1) “pronunciou a bênção” (gr. eulogéo: “bendizer”), o primeiro momento duma refeição e também da ceia eucarística (26,26). Todas as refeições começavam com a bênção do pão (bBer 35a; 46a; mBer 6,1.6-7; 7,1; 8,7). A “bênção” é uma fórmula de ação de graças com que se agradece a Deus pelos seus dons. Isso significa reconhecer que aquilo que se possui é um dom de Deus. Dado por Ele a quem? A uma só pessoa ou família? Sendo Deus Pai de todos, cuidando Ele de todos e amando a todos da mesma forma, “bendizer” significa reconhecer que determinado dom veio de Deus e que, por isso, pertence a todos os seus filhos. Aquele que recebeu esse dom não é seu dono, é apenas um administrador a quem Deus o confiou, para que o cultive e ponha ao serviço dos outros com a mesma gratuidade com que o recebeu. Os bens postos à disposição de cada um são dons do Pai, destinados a serem colocados ao serviço de todos. Por isso, se reza no Pai-nosso: “O pão nosso”.
2) “Partiu os pães”: a “fração do pão” é o gesto pascal eucarístico por excelência feito sobre o pão do meio (26,26; 1Cor 10,16). Em Lucas designa a Eucaristia (Lc 24,30.35; 9,16; At 2,46; 20,11).
3) “E deu-os aos discípulos” (26,26; Mc 14,22; Lc 22,19; 24,30; cf. At 27,35).
“E os discípulos [deram-nos] às multidões”: uma vez que a multiplicação dos pães é uma prefiguração da Eucaristia, não é Jesus quem dá o pão repartido às multidões, mas os apóstolos, pois foi a eles que Jesus confiou a Eucaristia. Mateus vinca de tal modo o paralelo entre a multiplicação dos pães e a Eucaristia, que, ao invés de Mc 6,41.43, não volta a falar nos peixes.
- v. 20. Todos comeram e ficaram saciados. E dos pedaços que sobraram recolheram doze cestos cheios.
“Todos comeram e ficaram saciados” (Sl 132,15; 107,9; cf. 5,6): é uma alusão ao maná (Ex 16,8.12; Nm 11,7-9.31s; Sl 78,25). Segundo a apocalíptica judaica, o maná deveria cair novamente do alto do céu no tempo do Messias, devendo reinar então grande abundância: “Naquele tempo … o Messias começará a sua revelação….Do alto cairá de novo grande quantidade de maná; dele comerão eles naqueles anos, por terem participado do final dos tempos” (2Apoc.Bar. 29,3.8).
“Dos pedaços que sobraram” alude à multiplicação dos pães por Eliseu (2Rs 4,43-44). No Êxodo, não se devia conservar o maná até ao dia seguinte (Ex 16,19), exceto à sexta-feira, para se guardar o “descanso” sabático (gr. anápausis: Ex 16,22ss; Sl 22,2). Na Eucaristia Jesus introduz os seus discípulos, o novo Povo de Deus, no seu descanso, fazendo-os participar no banquete do Reino dos céus (cf. Ex 24,10ss; Ap 19,9).
“Doze cestos”. “Doze” é o número das tribos de Israel que formam o povo de Deus (19,28; Gn 49,28; Ex 24,9): a Eucaristia é alimento do novo povo de Deus. Os “cestos” (he. dud; gr. kóphinos) eram portáteis, de tamanho médio, com cerca de 38 cm alto, feitos de fibras vegetais flexíveis, sendo mais largos no fundo do que nas bordas. Serviam sobretudo para transportar alimentos (Jz 6,19). Eram bem mais pequenos do que o spyrís, o “cesto” ou alcofa (15,37; 16,10; Mc 8,8.20; At 9,25), que servia para transportar grandes quantidades de provisões ou mercadorias pessoas. O milagre foi da multiplicação dos pães, não dos cestos. Isto indica que as pessoas tinham levado consigo cestos com mantimentos. Mas ninguém queria mostrar o que trazia. Ao ver Jesus repartir o que possuía, começaram também a partilhar uns com os outros o que traziam. A multiplicação dos pães foi simultaneamente um milagre de partilha e de multiplicação dos pães. Tal como a Eucaristia, que é um milagre de partilha, que dela nasce e a ela leva (cf. 1Cor 16,2; 9,5-15; At 2,44-47; 4,34s).
Os primeiros cristãos celebravam a Eucaristia todas as semanas, sábado à noite, quando começava o primeiro dia da semana (At 20,7; 1Cor 16,2). Levavam consigo o que tinham poupado ao longo da semana no jejum (jejuavam dois dias por semana: Lc 18,12; Did. 8,1), e entregavam-no ao bispo, que o distribuía aos necessitados através dos diáconos (cf. Did. 4,5-8). Na celebração eucarística, além do pão maior que se consagrava e partia, para dele todos comungarem (1Cor 10,17), consagravam-se também os pães mais pequenos que cada um trazia consigo, de casa, para a Eucaristia. Estes, uma vez consagrados com o pão grande, eram entregues no final a cada família, que levava um para casa (7,6), envolto num pano (o corporal), guardando-o depois num lugar reservado da casa (“o segredo”: 6,6), para aí, nesse lugar, toda a família se reunir ao longo da semana, junto ao Corpo do Senhor, para orar e dele cada dia comungar (cf. At 2,42.46; Cat. Rom. 466.1183), como se pede no Pai nosso: “o pão nosso sobre-essencial (gr. epioúsios) nos dai hoje (gr. sêmeron)” (6,11).
- v. 21. Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.
Mateus conclui informando que “os que comeram eram cerca de 5.000 homens” o que, segundo a maneira de contar de então, em que se mencionavam apenas os varões (Ex 12,37), “sem contar mulheres e crianças”, deveria equivaler a cerca de 20.000 pessoas.
Ler o texto outra vez... Em silêncio, escutar o que Deus diz no segredo...
2) MEDITAÇÃO… PARTILHA… (Que me diz Deus nesta Palavra?)
a) Que frase me toca mais? b) Que diz à minha vida? c) Oração em silêncio…
d) Partilha… e) Que frase reter? f) Como a vou / vamos pôr em prática?
- Jesus acolhe todos e ensina os seus discípulos a partilhar. Sinto-me também responsável pela resolução dos problemas dos outros?
- Como me situo face aos bens? Vejo os bens que Deus me concedeu como “meus” ou como dons que Deus depositou nas minhas mãos para eu administrar e partilhar, mas que pertencem a todos os homens?
- Quão importante é a Eucaristia na minha vida? Que faço para me abrir a toda a sua riqueza?
3) ORAÇÃO PESSOAL… (Que me faz esta Palavra dizer a Deus?)
4) CONTEMPLAÇÃO… (Saborear a Palavra em Deus, deixando que ela me inflame o coração)
Salmo responsorial Sl 145,8-9.15-16.17-18 (R. cf. 16)
Refrão: Vós abris, Senhor, a vossa mão e saciais a nossa fome.
O Senhor é clemente e compassivo,
paciente e cheio de bondade.
O Senhor é bom para com todos
e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas. R.
Todos têm os olhos postos em Vós
e a seu tempo lhes dais o alimento.
Abris as vossas mãos
e todos saciais generosamente. R.
O Senhor é justo em todos os seus caminhos
e perfeito em todas as suas obras.
O Senhor está perto de quantos O invocam,
de quantos O invocam em verdade. R.
Pai-nosso…
Oração conclusiva:
Mostrai, Senhor, a vossa imensa bondade aos filhos que Vos imploram, e dignai-Vos renovar e conservar os dons da vossa graça naqueles que se gloriam de Vos ter por seu Criador e sua providência. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. T. Amen.
Ave-Maria...
Bênção final. Despedida.
5) AÇÃO... (Caminhar à luz da Palavra, encarnando-a e testemunhando-a na nossa vida)
Fr. Pedro Bravo, O.Carm.