10 meditações em tempo de quarentena

[Estas meditações feitas num contexto espanhol podem servir de interpelação para quem vive as mesmas situações em qualquer lugar da terra e, em particular, para nós em Portugal… sem precisar de muitas adaptações do texto].

Olá a todos! Espero que tanto tu como os teus mais próximos vos encontreis bem; e que estejais a enfrentar este tempo de confinamento obrigatório com espírito positivo, ordem, paciência, solidariedade e criatividade.

Já passaram alguns dias desde que o governo declarou o estado de emergência e a nossa vida mudou de uma maneira que nunca tínhamos imaginado. Nas últimas semanas, fui escrevendo estas reflexões que agora passo a partilhar contigo.

  1. Una agenda inútil e absurda

Estávamos a fazer planos para a próxima Semana Santa, quando um bichinho microscópico, mas terrivelmente infeccioso para o nosso organismo, desbaratou não apenas o que pensávamos fazer, mas também tudo o que estávamos a fazer. Sozinho, ele tirou-nos das nossas rotinas particulares e impôs-nos uma rotina geral: o confinamento nas nossas casas.

Lembrando o que fiz ontem, dou-me conta que não tem muito a ver com o que estava na agenda. E se olhar para a agenda de hoje, descubro que o que escrevi nesse dia dificilmente corresponde ao que estou a fazer. E assim, essa agenda cheia de tarefas e compromissos que até há pouco consultávamos várias vezes ao dia tornou-se de repente inútil e absurda. Inútil, porque enquanto durar esta situação, há tarefas e compromissos aos quais não podemos responder. E absurda, porque a situação criada requer um planeamento diferente. Um planeamento que nos permita distribuir o tempo de outra maneira, com propostas completamente diferentes daquelas que escrevíamos alguns dias atrás.

Passamos a vida a fazer planos; mas quase nunca pensamos quão frágil é o suporte que nos permite levar a cabo esses planos. A vida e a saúde são esse grande suporte que nos permite realizar tudo o que sonhamos, projetamos, decidimos e realizamos. Mas esse grande suporte é enormemente frágil. Não dependem dos nossos méritos, nem dos nossos cuidados e esforços. Como nos diz Jesus no Evangelho: “Quem de vós, por mais que se esforce, pode juntar uma única hora ao tempo da sua vida?” (Lc 12, 25).

  1. A vida é frágil e insegura

Embora os idosos sejam o grupo com maior risco de serem afetados pelo COVID-19, soubemos que, a 18 de março, um guarda civil, Pedro Alameda, de 37 anos, que não apresentava patologias anteriores, faleceu por causa do coronavíruis. Uma epidemia como esta ajuda-nos a perceber que a vida é frágil e insegura para todos, e em todas as fases da vida.

Francisco de Rojas, na sua obra “La Celestina”, escreveu: “Ninguém é tão velho que não possa viver mais um ano; nem tão jovem que não possa morrer hoje”. É uma frase retumbante, mas cheia de verdade. Mas preferimos ignorar esta verdade. Como fazemos? Colecionando coisas, fundamentalmente bens. Esses bens oferecem-nos a falsa segurança de contar com algo a que recorrer em caso de nos faltarem. Mas a verdade é que, quando uma doença grave ou uma epidemia como esta nos atinge, damo-nos conta de quão pouco vale o cartão de crédito.

  1. Gigantes com pés de barro

O ser humano, que é capaz de fecundar um óvulo com um espermatozóide fora do útero, de clonar uma ovelha de uma célula adulta, ou de realizar a sequência completa do genoma humano... contempla hoje, com uma mistura de perplexidade e estupefação, como um agente microscópico, infeccioso e acelular é capaz de alterar completamente a sua vida. Isto mostra claramente, ao mesmo tempo, a nossa grandeza e fragilidade.

Somos como aquele gigante com pés de barro que o rei Nabucodonosor II sonhou, e cuja interpretação foi dada pelo profeta Daniel (cf. Dn 2, 26-45). A epidemia provocada pelo coronavírus ajuda-nos a sair desse pedestal ao qual, impelidos pelo orgulho, a vaidade e a arrogância, tínhamos subido sem nos apercebermos.

  1. Cidadãos exemplares… e não tanto

No sábado, 14 de março, no encontro do primeiro-ministro com os meios de comunicação, gostei da alusão ao exemplo de generosidade que os nossos idosos nos deram durante a passada crise económica, e como das suas pensões saiu o dinheiro para encher a despensa, cobrir gastos ou pagar a pensão alimentar dos netos universitários. E o convite que nos fez para demonstrar agora o que aprendemos com o seu exemplo e o seu amor: protegendo-os e cuidando deles.

A verdade é que a maioria dos cidadãos está a ter um comportamento exemplar. Não apenas cumprindo as normas que as autoridades de saúde e o governo decretaram, mas preocupando-se com os outros. Há pessoas que passam todos os dias, de porta em porta, perguntando aos seus vizinhos mais idosos se estão bem, se precisam que lhes façam algum recado ou que lhes retiram o lixo. A partir desse sábado, dia 14, todas as noites às 20 horas muitas pessoas e famílias vão às janelas e varandas das suas casas para reconhecer com um longo aplauso a dedicação e o valor com que os profissionais de saúde e outros profissionais de serviços básicos estão a realizar o seu trabalho. Na quarta-feira 18, a epidemia atingiu a primeira vida entre os profissionais de saúde. O nome dela era Encarni, tinha 52 anos e era enfermeira no Hospital Galdakao. Tinha atendido o primeiro paciente que morreu em Bizkaia por causa do COVID-19 e foi infetada.

Mas esse vírus está a retratar como todos e cada um de nós somos. Bem, há cidadãos que preferem amealhar papel higiénico, leite, ovos, etc., como se o mundo estivesse a acabar. “Insensato! Se amanhã caíres com o coronavírus, de que serve tudo o que acumulaste?” (cf. Lc 12, 20). Há jovens que se oferecem como voluntários na Cáritas, no Banco Alimentar ou noutras ONGs. Há pessoas que doam sangue, escrevem cartas de encorajamento aos doentes hospitalizados e incomunicáveis ou realizam outras ações altruístas. Mas também existem pessoas sem alma que fazem correr boatos para espalhar o medo, ou tentam roubar os idosos fazendo-se passar por inspetores de não sei que instituição inventada, ou tentam burlar através da Internet.

  1. Não ficarmos na superfície mais visível

No sábado, dia 21, a figura televisiva Olga Viza disse na Rádio Nacional de Espanha que tinha ido no dia anterior visitar um familiar que estava doente com outro problema num hospital e lhe chamou a atenção o aplauso que os médicos e as enfermeiras deram à equipa de limpeza do centro. E Olga acrescentou: “O pessoal que faz a limpeza nos hospitais está tão exausto ou mais em contágio que os médicos e as enfermeiras. É uma equipa enorme; mas só vemos uma parte, a que é mais visível”. Abrimos uma torneira em casa e corre água ou carregamos num interruptor e a luz acende-se... mas já demos conta da quantidade de pessoas que está por trás de cada um desses “milagres”?

A vida apresenta sempre várias camadas, mas nós, em muitas ocasiões, ficamos na superfície. Nestes momentos, há muitas pessoas que arriscam as suas vidas para que tudo corra com normalidade (varredores de rua, os que recolhem o lixo, fornecedores de artigos de primeira necessidade, armazenistas, transportadores, empregados de supermercados, caixas, polícias, técnicos de centrais elétricas, condutores de meios de transporte público, etc.). No entanto, quem aparece nos meios de comunicação social são os inconscientes que põem em risco as suas vidas e a dos outros de maneira tonta. Como aqueles dois jovens que estavam a beber com outros e conseguiram fugir num parque público em Silleda (perto de Santiago de Compostela).

  1. Crise sanitária, económica e laboral

O coronavírus, ao ameaçar a saúde de todos por igual, traz consigo uma crise de saúde. Porém, além de produzir um incremento extraordinário nos gastos com saúde e produtos farmacêuticos, está a gerar uma crise económica que, por enquanto, é muito difícil de quantificar. O encerramento temporário de empresas supõe perda de produtividade e de riqueza. O encerramento de fronteiras e a suspensão de celebrações (em particular na Semana Santa...) têm um impacto direto e muito forte na hotelaria, no turismo (20% do nosso PIB) e no comércio (os trabalhadores independentes têm de enfrentar custos fixos sem ter qualquer rendimento).

Por outro lado, as famílias serão forçadas a recorrer às poupanças que foram bastante reduzidas pela crise anterior. O plano económico apresentado pelo primeiro-ministro aliviará parcialmente a situação, mas a recuperação económica será lenta e assimétrica. A hotelaria e o turismo tardarão a recuperar, pois dependerá de como a epidemia evoluir não apenas no nosso país, mas também nos países de origem dos turistas que nos visitam (no ano passado, batemos o recorde: visitaram-nos 82,8 milhões de turistas).

Tudo isto se torna numa crise laboral: muitas empresas serão obrigadas a reestruturar a força de trabalho, muitos trabalhadores independentes não serão capazes de manter os seus negócios e muitos trabalhadores irão para o desemprego. Como consequência de tudo isto, a classe média será “reduzida” e o país ficará mais endividado do que já está. Quem comprar a dívida é quem decidirá. Assim, superaremos a epidemia de coronavírus, mas seremos um país mais pobre e com um Estado de bem-estar social com menos benefícios.

  1. As nossas vergonhas a descoberto

O trabalho que os professores estão a fazer com os seus alunos através de sistemas on-line é muito louvável, para que os alunos possam continuar a adquirir conhecimentos, e o ano académico seja o menos prejudicado possível. No entanto, muitos pais e mães com filhos no Ensino Básico (é aqui que o problema é mais visível) têm sérias dificuldades em trabalhar com o computador e ajudar os seus filhos nas tarefas académicas. E há uma parte significativa da população que, por falta de meios, de formação ou de interesse, é tecnologicamente “analfabeta”.

E este é um problema sério em três sentidos: 1) O facto de as pessoas estarem o dia inteiro com os telemóveis na mão vendo fotos ou enviando whatsapp não significa que saibam trabalhar com um computador: confundimos utilização com capacitação; 2) Dispomos de meios tecnológicos que têm uma capacidade muito superior à que as pessoas têm para os utilizar com proveito. Se me permitem a imagem, temos botas de sete léguas; mas muitas pessoas têm pernas que só lhes permitem dar passos de cinquenta centímetros. No futuro imediato, corremos o perigo de os meios tecnológicos e a ambição de progredir nos levarem a acreditar que o que é desejável é possível; e, em prol de tal empenho, deixemos para trás muitas pessoas e famílias. Seria terrível se agora insistíssemos em não deixar ninguém para trás e, uma vez superada a epidemia, e aceite o teletrabalho, as plataformas digitais e outra série de avanços tecnológicos, esquecêssemos aqueles que não conseguem adaptar-se às novas tecnologias. 3) A pobreza, além de económica, é educativa e afetiva. Quem não tem meios para se formar e não tem amor corre a corrida da vida com uma enorme desvantagem. Em semelhantes condições, a pobreza não é apenas sofrida, mas é também transmitida de pais para filhos.

  1. Dias de misérias e mentiras

Com o passar dos dias, o confinamento torna-se mais difícil para todos nós. A 19 de março, uma mulher de 35 anos foi assassinada na sua casa em Almassora (Castellón) pelo seu companheiro diante dos seus dois filhos menores. Em tal situação, de convivência extensa e intensa, os casos de violência doméstica aumentarão. E aparecerão também vícios, vidas duplas e outras misérias que algumas pessoas mantêm ocultas.

Tinham planos e mentiras que funcionavam no seu sistema de vida “normal”. Mas, a partir da declaração do estado de emergência, essa normalidade foi quebrada e, à medida que se prolonga a atual situação de confinamento, será difícil urdir mentiras e ajustar todos os elementos sem que os outros se apercebam do que até agora eles conseguiram manter em segredo ou dissimular. Haverá pessoas que sofrerão ao ver-se enganadas ou usadas, e quando voltarmos à normalidade, muitos relacionamentos de amizade, casais e famílias serão desfeitos.

Nestes dias está a circular através do whatsapp a declaração de uma cientista espanhola para um grupo de jornalistas: “Dão a um jogador de futebol 1 milhão de euros por mês e a um biocientista 1.800 euros por mês. E agora eles estão a procurar um tratamento para este vírus; pois, procurem Cristiano Ronaldo ou Messi para que encontrem a cura”. Trata-se de uma notícia falsa (o nome da cientista não é mencionado, nem os jornalistas a quem faz a declaração. Se fosse verdade, eles não teriam tempo para contar tudo). No entanto, o boato contém uma grande verdade subjacente: o futebol no nosso país está sobrevalorizado. É verdade que diverte, entusiasma, satisfaz e emprega milhares de pessoas; mas é absurdo que um jogador de futebol possa ganhar quarenta vezes mais que um primeiro ministro, cem vezes mais que um médico ou mil vezes mais que um professor, quando a responsabilidade de um primeiro ministro, de um médico ou de um professor é muito maior e de maior alcance. Dado que todos teremos que apertar o cinto, não chegou a hora de reestruturar economicamente o futebol na primeira e na segunda divisão? Como se pode entender que um país empobrecido por uma epidemia tenha uma liga de futebol que tem um orçamento económico superior a Investigação e Universidades, luta contra a droga ou contra a violência de género?

  1. Despojados do último adeus em companhia

Na segunda-feira, 16, deveríamos ter comemorado o funeral de uma mulher idosa que morreu na sexta-feira, 13. Mas não se chegou a celebrar porque já estava declarado o estado de emergência, e a família decidiu adiá-lo e celebrá-lo quando tudo isto passar. No entanto, ao longo de todos estes dias, e por diferentes razões, as pessoas continuam a morrer sem a proximidade dos seus, e os seus funerais são realizados sem celebração litúrgica.

Esta situação mostra – de maneira gritante e brutal – o caráter insignificante ao qual é reduzida vida humana quando despojada de duas dimensões que lhe são constitutivas: a relacional e a transcendente. Somos o que somos graças a Alguém, diante de Alguém e para Alguém. E somos com outros que nos ajudam a ser e a quem ajudamos a ser. Sem esta relação com Deus e o próximo, a vida humana torna-se tão plana e insignificante como a de um cachorro ou um cavalo.

  1. Onde está Deus?

No meio desta situação há pessoas que, como o povo judeu no meio do deserto, podem perguntar: onde está Deus? Recordo que Elie Wiesel, sobrevivente do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, no seu livro de memórias “A noite”, conta como, após a fuga de vários prisioneiros do campo, os alemães escolheram arbitrariamente três prisioneiros, dois adultos e uma criança, para os enforcar e dar um forte aviso aos restantes prisioneiros. Os SS mandaram-nos formar a todos e os pescoços dos três condenados foram metidos em três laços. “Viva a liberdade”, gritaram os adultos. Mas a criança não disse nada. “Atrás de mim, conta Elie Wiesel, alguém em voz baixa perguntou: Onde está Deus? Onde está? As três cadeiras caíram no chão... os dois homens já não viviam..., mas a terceira corda ainda se movia..., o menino estava a morrer, contorcendo-se na forca... Atrás de mim, o companheiro continuava a perguntar: Onde está Deus? Onde está Deus? E dentro de mim ouvi uma voz que respondia: Onde está? Está aí, pendurado na forca”.

Podemos reconhecer neste relato o que nos diz o próprio Jesus no Evangelho: “Os justos perguntar-lhe-ão: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer ou com sede e te demos de beber? Quando estiveste doente e te fomos visitar? E Ele responder-nos-á: Em verdade vos digo que tudo o que fizestes a um destes meus irmãos mais necessitados, a mim o fizestes” (Mt 25, 38-40).

Deus está em cada doente afetado pelo coronavírus que se encontra isolado e nos seus familiares que vivem tal situação com angústia. Deus está também em cada um dos profissionais de saúde que, apesar de saberem os riscos que correm, fiéis à sua vocação, cuidam dos doentes. Deus está nas pessoas idosas que, sozinhas ou nos lares, estão preocupadas e com um certo medo. Deus está nos filhos e netos que protegem, cuidam e atendem os seus pais e avós. Deus está em cada um dos que fornecem artigos de primeira necessidade, armazenistas, transportadores, caixas, polícias, condutores de meios de transporte, os que recolhem o lixo, professores, locutores de rádio... que no meio desta situação tornam a nossa vida mais suportável.

Deus está nas famílias em que algum dos seus membros sofre de doença mental. Deus está em cada pessoa que ajuda os seus vizinhos mais idosos e lhes trazem proximidade e humanidade neste confinamento. Deus está nos pais e mães que, apesar de preocupados com o seu futuro laboral, fazem as tarefas domésticas, conversam e brincam com os seus filhos, e organizam atividades partilhadas (ver um filme ou as fotos de férias, fazer um karaoke ou uma tertúlia literária...) e, assim, tentam tornar o confinamento mais leve para toda a família. Deus está em cada pessoa que sofre e em quem faz as coisas pensando nos outros.

Espero que estas reflexões tornem mais leve este tempo de confinamento. E ficaria muito feliz se te encorajasse a pôr por escrito os teus próprios sentimentos ou fazer um pequeno diário destes dias, sozinho ou em família.

Mikel Martínez

5 abril de 2020 – www.vidanuevadigital.com

[Tradução: Manuel Barbosa]

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