"Fugimos da guerra à procura de paz. Mas a violência da qual escapámos parece ter-nos seguido até aqui" – o testemunho de Feliciano Kifoto, refugiado da República Democrática do Congo (RDC), traduz a angústia vivida por dezenas de famílias que encontraram abrigo nos arredores de Pretória, mas que continuam a viver na incerteza. Sem acesso regular a água potável, eletricidade, escolas ou cuidados de saúde, enfrentam agora um clima crescente de hostilidade em torno da imigração na África do Sul.
A prisão na Líbia e depois na Itália, o afastamento, a solidão e o medo não levaram a melhor na história deste jovem senegalês que hoje é pai de família e se coloca a serviço daqueles que, como ele, partiram em busca de uma vida mais segura, de crescimento humano e profissional. O sonho de Seck, porém, continua sendo o de voltar para a África, onde está sua família de origem, desapontado também com uma Europa que parece cada vez mais fechada e desconfiada em relação a migrantes.
Na Suíça, na sede da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, foi realizada a celebração presidida pelos bispos de Galarreta e Fellay, com o rito da consagração episcopal. Milhares de pessoas estiveram presentes. O superior Pagliarani: “um dia histórico; eventuais punições ou censuras contra este ato não têm nenhum valor para nós”.