Leão XIV, no primeiro discurso no Palácio do Eliseu em Paris, recordou uma França iluminada pelo patrimônio cultural e religioso, mas também exortou as consciências sobre o respeito à dignidade humana, aos direitos e às liberdades das pessoas, independentemente das origens. Insistiu no tema da proteção à vida, diante dos desvios atuais da sociedade, e exortou o país a continuar sendo "artífice incansável da paz", especialmente "no interior da nossa querida Europa" para que o mundo tenha vida.
No voo rumo à França, Leão XIV cumprimenta os cerca de 80 jornalistas que o acompanham durante os quatro dias da viagem transalpina. O Pontífice expressou gratidão pelo trabalho que será realizado, seguido de saudações e respostas a algumas perguntas sobre temas atuais, como a crise em Ceuta ou a inteligência artificial. Os presentes foram significativos, a começar por dois livros: um com as cartas dos católicos franceses ao jornal La Croix; o outro, com as fotografias do terremoto na Venezuela
A publicação de diversas Encíclicas missionárias por diversos papas, sobretudo, a Fidei Donun (1957) do Papa Pio XII abre os olhos da Igreja para o trabalho Missionário. Entre fins do século XIX e primeiras décadas do século XX se dá a criação das primeiras circunscrições eclesiásticas, com a nomeação de bispos para os territórios de missão.